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 Irlanda critica execução de aliados de Saddam
15 de janeiro de 2007 15h02 atualizado às 16h10

O ministro de Assuntos Exteriores irlandês, Dermot Ahern, se declarou "perturbado" com as "horripilantes" circunstâncias que rodearam a execução hoje em Bagdá de dois colaboradores do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.

Ahern afirmou que comunicou ao Governo iraquiano, "em termos muito claros", a forte oposição do Executivo de Dublin ao uso da pena de morte, "em qualquer circunstância".

Além disso, o ministro lamentou que o Governo do Iraque "não tenha atendido aos pedidos" do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para suspender a aplicação da pena de morte.

"As informações sobre as horripilantes circunstâncias que rodearam as execuções são muito perturbadoras. Acho que no interesse da Justiça e da reconciliação no Iraque suas autoridades devem agora tomar a decisão de acabar com as execuções", disse Ahern.

Na opinião do chefe da diplomacia irlandesa, a grande prioridade agora é a "estabilização" de um país rompido e desunido por "décadas de guerra e ditadura brutal".

"Devemos encorajar os países vizinhos do Iraque a cooperar neste processo e deter o processo rumo a uma terrível guerra civil", acrescentou Ahern, lembrando que Dublin doou na semana passada 3 milhões de euros para ajudar as vítimas da violência sectária.

EFE
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