Ahern afirmou que comunicou ao Governo iraquiano, "em termos muito claros", a forte oposição do Executivo de Dublin ao uso da pena de morte, "em qualquer circunstância".
Além disso, o ministro lamentou que o Governo do Iraque "não tenha atendido aos pedidos" do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para suspender a aplicação da pena de morte.
"As informações sobre as horripilantes circunstâncias que rodearam as execuções são muito perturbadoras. Acho que no interesse da Justiça e da reconciliação no Iraque suas autoridades devem agora tomar a decisão de acabar com as execuções", disse Ahern.
Na opinião do chefe da diplomacia irlandesa, a grande prioridade agora é a "estabilização" de um país rompido e desunido por "décadas de guerra e ditadura brutal".
"Devemos encorajar os países vizinhos do Iraque a cooperar neste processo e deter o processo rumo a uma terrível guerra civil", acrescentou Ahern, lembrando que Dublin doou na semana passada 3 milhões de euros para ajudar as vítimas da violência sectária.

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