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 Exibido vídeo com execução de aliados de Saddam
15 de janeiro de 2007 12h15 atualizado às 19h36

Um meio-irmão de Saddam Hussein e outro ex-assessor do falecido presidente iraquiano foram lado a lado para a forca na segunda-feira, como mostra o filme oficial da execução, divulgado a jornalistas pelo governo iraquiano.

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Momentos depois, quando o cadafalso se abria, eles caíram e a corda cortou a cabeça encapuzada de Barzan Ibrahim Al Tikriti, meio-irmão mais novo de Saddam e seu ex-chefe de inteligência.

As autoridades disseram que decidiram não distribuir nenhuma parte do vídeo ao público - ao contrário da gravação que mostrava Saddam próximo da forca.

A exibição para alguns jornalistas iraquianos e estrangeiros pode ter sido pensada para evitar especulações da minoria sunita de que a decapitação foi uma mutilação deliberada do corpo por parte de autoridades do governo comandado pelos xiitas.

As humilhações verbais impostas a Saddam por observadores xiitas durante o enforcamento dele, em 30 de dezembro - reveladas graças a uma gravação clandestina por celular - já havia agravado as tensões sectárias no país, deixando-o mais perto de uma guerra civil.

Assim que o porta-voz governamental anunciou o "raro" incidente da decapitação durante o enforcamento, alguns líderes sunitas manifestaram suspeitas de que as autoridades teriam mutilado o corpo de Barzan, figura odiada por milhões de xiitas.

Como ocorreu há duas semanas com Saddam, os corpos foram entregues a líderes tribais sunitas e a autoridades de Tikrit, cidade natal de Saddam, de modo que não havia como esconder a decapitação ¿ aparentemente por erro dos carrascos ao passar o laço no pescoço ou por causa do comprimento da corda.

O resultado foi assustador.

Enquanto o corpo de Awad Hamed Al Bander, 61 anos, ex-presidente da Corte Revolucionária de Saddam, oscilava atado à corda, o de Barzan, 55 anos, estava caído no chão, ao lado da sua cabeça, numa poça de sangue, com o laço balançando vazio em cima.

Ambos os condenados pareciam subjugados, trêmulos e assustados ao serem colocados junto ao cadafalso, ao contrário de Saddam, notavelmente rijo e desafiador instantes antes de ser morto.

Os dois vestiam macacões laranja, semelhantes aos dos prisioneiros dos EUA, e aceitaram os capuzes, ao contrário de Saddam, que usava um elegante sobretudo preto e preferiu morrer de rosto descoberto.

Bander entoou a profissão de fé islâmica - "Não há Deus senão Alá" - enquanto Barzan ficou quieto, aparentemente em choque, segundo o promotor que acompanhou a execução.

Reuters
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