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Ao abrir a sessão, Oreibi anunciou que o Tribunal Penal Supremo "abandona todos os procedimentos legais contra o acusado Saddam Hussein, em conformidade com o artigo 304 da Lei Iraquiana de Justiça Penal".
Saddam era acusado no julgamento de vários delitos, entre eles os de "genocídio" e "violações de direitos humanos".
Entre os acusados está o primo de Saddam, Ali Hassan al-Mayid, apelidado de "Ali, o químico", que será condenado à pena de morte caso seja considerado culpado por genocídio contra os curdos.
O tribunal iraquiano também julga o ex-diretor da espionagem militar iraquiana Abdelaziz al-Douri, acusado de ser um dos principais defensores da operação de Al Anfal.
No banco dos réus também estiveram hoje o governador de Mossul durante a campanha de Al Anfal, Tawfiq al-Ani, e o Sultão Hashim Ahmed, ex-ministro da Defesa, que recebia ordens diretas de Mayid.
Na sessão de hoje, a 34ª desde o começo do processo em agosto de 2006, o promotor Munqidh Faraon apresentou como provas algumas cartas trocadas entre Mayid e Ani, nas quais estes falam sobre o destino de 10 presos do Partido da União Patriótica do Curdistão, o mesmo do atual presidente iraquiano, Jalal Talabani.
Nos documentos, que têm as assinaturas de Mayid e de Ani, está especificado que "o primo de Saddam não se opõe a cortar as cabeças dos traidores", em referência aos dez militantes curdos presos em 1987.
Sobre isso, Ani negou as acusações e os documentos com sua assinatura.
Disse que não sabe nada sobre o documento e que as assinaturas não são suas.
O promotor também apresentou um vídeo no qual se vê o bombardeio de uma aldeia e a aparição de uma fumaça amarela, assim como outras seqüências nas quais aparecem pessoas com atavios curdos jogadas no chão, ao lado de crianças e mulheres.
A promotoria insistiu que estas são provas do uso de armas químicas por parte do antigo regime.

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