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 Julgamento do caso Anfal é retomado sem Saddam
08 de janeiro de 2007 07h40 atualizado às 10h13

Ali Hassan al-Majid, primo de Saddam Hussein, é um dos réus no caso Anfal. Foto: AP

Ali Hassan al-Majid, primo de Saddam Hussein, é um dos réus no caso Anfal
Foto: AP

O julgamento do caso Anfal foi retomado hoje em Bagdá sem o principal acusado, o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, executado em 30 de dezembro. O juiz Mohammed Oreibi al-Khalifa anunciou, ao abrir a sessão de hoje, que o Tribunal Penal Supremo "abandona todos os procedimentos legais contra o acusado Saddam Hussein, em conformidade com o artigo 304 da Lei Iraquiana de Justiça Penal".

Saddam era acusado no julgamento de vários delitos, entre eles os de "genocídio" e "violações de direitos humanos". As imagens distribuídas pelo governo iraquiano mostraram a cadeira vazia onde Saddam sentou-se até a última sessão.

É conhecida como caso Anfal a repressão contra as populações curdas do nordeste do país entre 1987 e 1988, que teria matado mais de 180.000 pessoas - majoritariamente civis vítimas das armas químicas empregadas pelo Exército iraquiano.

Após o anúncio do juiz sobre o abandono dos procedimentos contra Saddam, o processo entrou em uma sessão de rotina, com a leitura de diferentes documentos de acusação por parte do promotor Munqidh Faraon. A sessão de hoje é a 34ª desde o começo do julgamento, em agosto.

EFE
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