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Mais de 10% dos chineses vivem na miséria

10 de julho de 2003 08h32

A China tirou 150 milhões de pessoas da pobreza extrema nos anos 1990, mas 140 milhões ainda vivem com menos de US$ 1 por dia, disse hoje um dos principais sociólogos chineses. Cerca de 18% da população rural de China vive em condições extremas de pobreza, disse Lin Peilin, vice-diretor do Instituto de Sociologia da Academia Chinesa de Ciências Sociais, organização governamental. Nos anos 90, o índice era de 33%.

O governo chinês espera reduzir este índice para 9% até o ano 2010, disse Lin em debate organizado pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD). A organização divulgou hoje seu relatório sobre o desenvolvimento humano, no qual ressaltou o sucesso da China na luta contra a pobreza em um país com 1,3 bilhão de pessoas.

O documento afirma que mais de 1,2 bilhão de pessoas no mundo - ou uma em cada cinco - sobrevivem com menos de US$ 1 por dia. O objetivo global de reduzir pela metade a proporção de pessoas que vivem com menos de US$ 1 por dia - definição internacional de pobreza extrema - provavelmente será atingido, em grande parte graças ao crescimento econômico sustentado dos dois países mais populosos do mundo, Índia e China.

O relatório também apresentou novos planos para o cumprimento de objetivos como a redução da pobreza e o fim da disseminação da aids até 2015. A pobreza, que já derrubou muitas dinastias chinesas, ajudou a disseminar a prostituição, o tráfico de mulheres e de crianças, o abuso de drogas e a criminalidade nas últimas décadas.

Líderes do Partido Comunista, atentos ao potencial de levante social, declararam guerra à pobreza e prometeram reduzir as diferenças entre ricos e pobres.

Reuters
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