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Uruguai, Paraguai e Colômbia melhoram no ranking

O Uruguai, o Paraguai e a Colômbia tiveram resultados positivos no último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Os três países registraram avanços no Índice de Desenvolvimento Humano, muito em função do aumento da expectativa de vida e do Produto Interno Bruto (PIB).

Uruguai passa o Chile
O aumento da esperança de vida, entre outros fatores, permitiu que o Uruguai melhorasse seu Índice de Desenvolvimento Humano, apesar da queda do Produto Interno Bruto (PIB) per capita do país. A melhoria fez com que o Uruguai superasse o Chile no ranking de desenvolvimento humano preparado todos os anos pelo Pnud.

Segundo o Relatório sobre o Desenvolvimento Humano 2003, cujos dados se referem a 2001, o Uruguai registrou um nível de desenvolvimento de 0,834. Esse índice deixa o o Uruguai em 40º lugar no ranking de desenvolvimento, liderado pela Noruega com um nível de 0,944, e leva o país sul-americano a melhorar o índice obtido em 2000, quando ocupou o mesmo lugar, mas com 0,831.

O Uruguai está em segundo lugar entre os países latino-americanos, atrás apenas da Argentina, que ocupa a 34ª posição do ranking de desenvolvimento, com um índice de 0,849. O Chile, com um nível de 0,831, ficou em quarto lugar, atrás também da Costa Rica.

Foi registrada no Uruguai uma melhora de um os principais indicadores usado para medir o desenvolvimento humano, o da esperança de vida, que subiu de 74,4 anos no ano 2000 para 75 em 2001. No entanto, o PIB per capita caiu de 9.035 para US$ 8,4 mil nesse período.

Além disso, também houve uma baixa muito leve na alfabetização de adultos (acima de 15 anos), que em 2001 foi de 97,6%, contra 97,7% no ano anterior. Segundo os dados contidos no relatório, 3% da população estava desnutrida no biênio 1998-2000 e 5% das crianças de menos de 5 anos estavam abaixo de peso no período 1995-2001.

O Pnud também faz no relatório uma avaliação do processo dos países para cumprir os objetivos da chamada Declaração do Milênio, entre os quais está o de reduzir pela metade até 2015 o número de pessoas que sofrem fome e daquelas que vivem com menos de um dólar por dia. De acordo com o relatório, o Uruguai progrediu tanto na redução da pobreza extrema como na da fome.

Paraguai avança
O Paraguai melhorou sua posição mundial no relatório graças aos avanços detectados em seu desenvolvimento humano, baseada principalmente em valores como a longevidade de sua população, nível de vida e educação. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em seu último relatório sobre desenvolvimento humano, com dados de 2001, acredita que o Paraguai conseguiu um "índice de desenvolvimento humano" superior ao de 2000.

Deste modo, na classificação mundial, de 175 países, a ONU situou o Paraguai no 84º lugar (no relatório anterior colocou este país no lugar de número 90). O índice de desenvolvimento humano é fixado na expectativa de vida ao nascer, a existência de um nível de vida adequado, o índice de alfabetização e as porcentagens de emprego da população nos setores primário, secundário e terciário. Os paraguaios tinham em 2001 (dados aos quais refere-se o relatório de 2003) uma esperança de vida de 70,5 anos, um índice de alfabetização (dos maiores de 15 anos) de 93,5%, e um Produto Interno Bruto (PIB) por habitante (em paridade de poder aquisitivo) de US$ 5.210.

Apesar de aumentar seu PIB por habitante, o país registra um ligeiro retrocesso no objetivo de reduzir o número de pessoas que vivem com menos de US$ 1 por dia (que era de 19,5% do total em 2001).

IDH da Colômbia melhora graças ao PIB
O Índice de Desenvolvimento da Colômbia melhorou no 2001, com o aumento da expectativa de vida no país, do Produto Interno Bruto (PIB) per capita e do nível de alfabetização, segundo o último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que será divulgado terça-feira em Dublin. A Colômbia conseguiu avançar, portanto, nos três principais critérios que servem para estabelecer o desenvolvimento humano de um país.

Segundo o Relatório sobre o Desenvolvimento Humano 2003, cujos dados se referem a 2001, a Colômbia obtém um índice do 0,779, o que situa o país no posto 64 da lista de desenvolvimento, encabeçada pela Noruega, com 0,944. A Colômbia melhora sua posição em relação a 2000, quando ocupava o posto 68 da lista, com um índice de 0,772.

Além disso, a Colômbia ocupa o oitavo lugar entre os países latino-americanos, dos quais Argentina está no topo, com um índice de desenvolvimento de 0,849, que lhe concede o posto 34 da classificação mundial. A melhora do índice ocorre graças a um aumento da expectativa de vida ao nascer, que passou a ser de 71,8 anos em 2001, contra 71,2 anos em 2000.

A Colômbia também progrediu no PIB per capita, que no ano de 2001 alcançou US$ 7.040 acima dos US$ 6.248 de um ano antes. Quanto à alfabetização de adultos (acima dos 15 anos), a Colômbia também avançou, chegando a 91,9% em 2001, frente os 91,7% em 2000.

O Pnud também faz neste relatório uma avaliação em relação ao caminho percorrido pelos países para conseguir os objetivos da chamada Declaração do Milênio, entre os quais reduzir à metade até 2015 o número de pessoas com fome e que vivem com menos de US$ 1 por dia.

Nesse aspecto, a Colômbia melhorou em ambos e também em outros objetivos dessa Declaração, como a educação primária universal e a redução da mortalidade infantil. Apesar dessas melhoras, 13% da população da Colômbia estavam desnutridos no biênio 1998-2000 e durante o sexênio 1995-2001 7% das crianças menores de cinco anos pesavam menos do que deveriam.

EFE
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