Em declarações aos jornalistas após participar hoje de um painel com especialistas no assunto, Specter disse que é "inconstitucional tirar o ''habeas corpus''" dos detidos, parte do projeto que ele demonstra estar disposto a alterar.
Em seu estado atual, o citado projeto de lei, aprovado por uma comissão do Senado e que ainda precisa ser apreciado pelo Plenário da Câmara Alta e da a Câmara de Representantes, impediria os detidos estrangeiros na base americana de Guantánamo (Cuba) de recorrer a habeas corpus para se livrar de sua detenção.
Caso este artigo não seja eliminado, Specter disse que não se compromete a votar pela aprovação do projeto.
"Vou ver como (o projeto de lei) toma forma. Não me comprometo com o presidente sobre como vou votar", disse Specter, que precisa de 60 senadores para que sua emenda tenha sucesso.
Tanto Bush como os republicanos, que a princípio mantiveram suas diferenças sobre o projeto de lei, querem que a medida seja aprovada pelo Plenário no final desta semana, antes de os legisladores iniciarem a campanha para as eleições legislativas de 7 de novembro.
Bush precisa que o Congresso americano aprove este projeto sobre os detidos, já que a Suprema Corte dos Estados Unidos vetou sua política anterior por não cumprir com os padrões judiciais americanos.
A postura de Specter coincide com a de uma carta enviada por 33 ex-diplomatas aos congressistas na qual é dito que negar o "''habeas corpus'' aos detidos pode ser visto como "uma receita a seguir" sobre como poderiam ser tratados os militares, diplomatas e voluntários americanos caso sejam capturados".
"O Congresso tem o dever de assegurar sua proteção", concluem os diplomatas.




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