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 Republicano tentará emendar projeto sobre detidos por terrorismo
25 de setembro de 2006 19h34

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O presidente da Comissão Judicial do Senado, o republicano Arlen Specter, tentará, com a ajuda dos democratas, emendar o projeto de lei sobre os interrogatórios aos quais os detidos estrangeiros suspeitos de terrorismo terão que se submeter.

Em declarações aos jornalistas após participar hoje de um painel com especialistas no assunto, Specter disse que é "inconstitucional tirar o ''habeas corpus''" dos detidos, parte do projeto que ele demonstra estar disposto a alterar.

Em seu estado atual, o citado projeto de lei, aprovado por uma comissão do Senado e que ainda precisa ser apreciado pelo Plenário da Câmara Alta e da a Câmara de Representantes, impediria os detidos estrangeiros na base americana de Guantánamo (Cuba) de recorrer a habeas corpus para se livrar de sua detenção.

Caso este artigo não seja eliminado, Specter disse que não se compromete a votar pela aprovação do projeto.

"Vou ver como (o projeto de lei) toma forma. Não me comprometo com o presidente sobre como vou votar", disse Specter, que precisa de 60 senadores para que sua emenda tenha sucesso.

Tanto Bush como os republicanos, que a princípio mantiveram suas diferenças sobre o projeto de lei, querem que a medida seja aprovada pelo Plenário no final desta semana, antes de os legisladores iniciarem a campanha para as eleições legislativas de 7 de novembro.

Bush precisa que o Congresso americano aprove este projeto sobre os detidos, já que a Suprema Corte dos Estados Unidos vetou sua política anterior por não cumprir com os padrões judiciais americanos.

A postura de Specter coincide com a de uma carta enviada por 33 ex-diplomatas aos congressistas na qual é dito que negar o "''habeas corpus'' aos detidos pode ser visto como "uma receita a seguir" sobre como poderiam ser tratados os militares, diplomatas e voluntários americanos caso sejam capturados".

"O Congresso tem o dever de assegurar sua proteção", concluem os diplomatas.

EFE
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