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 Democratas questionam acordos sobre interrogatórios
22 de setembro de 2006 23h34

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Os democratas no Congresso dos Estados Unidos se declararam hoje "céticos" em relação ao acordo entre o presidente George W. Bush e os senadores republicanos sobre o tipo de interrogatórios a que podem ser submetidos os suspeitos de terrorismo.

Numa entrevista coletiva, o senador democrata Carl Levin disse hoje que o acordo representa "uma melhora substancial em relação ao plano inicialmente proposto pelo presidente, mas ainda tem problemas" e precisa ser melhorado.

Outro democrata, Edward Markey, membro do Comitê de Segurança Nacional, opinou que o texto é uma "geringonça legal para tapar o fato de que a CIA vai continuar torturando, respaldada legalmente por atos de tortura anteriores".

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, argumentou ontem que o acordo permitirá limitar o acesso dos detidos às provas judiciais. Além disso, "não haverá necessidade de compartilhar informação sensível de inteligência com os suspeitos de terrorismo e seus advogados".

As divergências entre os senadores republicanos e Bush começaram em 14 de setembro, com a aprovação por um comitê do Senado do projeto de lei que amplia os direitos dos estrangeiros detidos.

O projeto concedia aos detidos mais direitos legais que a proposta de Bush, que não permite o uso de material classificado nos julgamentos e também limita a proteção das quatro convenções de Genebra.

EFE
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