Numa entrevista coletiva, o senador democrata Carl Levin disse hoje que o acordo representa "uma melhora substancial em relação ao plano inicialmente proposto pelo presidente, mas ainda tem problemas" e precisa ser melhorado.
Outro democrata, Edward Markey, membro do Comitê de Segurança Nacional, opinou que o texto é uma "geringonça legal para tapar o fato de que a CIA vai continuar torturando, respaldada legalmente por atos de tortura anteriores".
O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, argumentou ontem que o acordo permitirá limitar o acesso dos detidos às provas judiciais. Além disso, "não haverá necessidade de compartilhar informação sensível de inteligência com os suspeitos de terrorismo e seus advogados".
As divergências entre os senadores republicanos e Bush começaram em 14 de setembro, com a aprovação por um comitê do Senado do projeto de lei que amplia os direitos dos estrangeiros detidos.
O projeto concedia aos detidos mais direitos legais que a proposta de Bush, que não permite o uso de material classificado nos julgamentos e também limita a proteção das quatro convenções de Genebra.

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