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 Clinton critica plano de Bush para interrogar terroristas
21 de setembro de 2006 15h36

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O ex-presidente americano Bill Clinton se mostrou hoje contra o plano do presidente dos EUA, George W.

Bush, para os interrogatórios de estrangeiros suspeitos de terrorismo, com o argumento de que "aprova a tortura".

Em declarações à rádio pública dos EUA, Clinton disse que qualquer decisão para permitir interrogatórios mais duros deveria ser submetida à aprovação dos tribunais.

"Para começar a torturar, não precisa de autorização prévia", disse Clinton.

As propostas de Bush limitam a proteção das Convenções de Genebra aos detidos, e já teve a rejeição de vários legisladores republicanos, que se rebelaram diante das intenções presidenciais.

Clinton advertiu contra os atalhos no cumprimento das normas internacionais, e se referiu à prisão de Abu Ghraib (Iraque) e à de Guantánamo (Cuba), além do sistema de prisões clandestinas dos EUA no exterior.

"Se forem aprovadas leis que legitimem a violação da Convenção de Genebra e houver a institucionalização do que aconteceu em Abu Ghraib ou Guantánamo, vamos ter problemas de verdade", disse o ex-presidente, que recebeu críticas nos EUA porque seria muito suave em relação aos terroristas.

EFE
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