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 Bush nega que busca por Bin Laden tenha ficado em segundo plano
15 de setembro de 2006 19h36

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O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, negou hoje que a busca pelo terrorista Osama bin Laden, líder da rede Al Qaeda, tenha perdido intensidade nos últimos tempos.

Em entrevista coletiva dada hoje em Washington, Bush afirmou: "Existe esta espécie de lenda em Washington sobre como o Governo não está concentrado em Osama bin Laden. Não façam caso".

"São acusações que surgem de forma conveniente", declarou em referência à oposição democrata.

Segundo o presidente americano, a estratégia é colaborar com o Governo do Paquistão, pois se acredita que Bin Laden poderia estar na fronteira entre este país e o Afeganistão. "Temos que melhorar nossas informações de inteligência, e destinar os recursos necessários para isto", declarou.

Bush deve se reunir antes do final do mês em Washington com os presidentes do Afeganistão, Pervez Musharraf, e do Afeganistão, Hamid Karzai.

Os democratas acusam Bush de ter destinado recursos para a Guerra do Iraque que deviam ter sido usados na buscar a Bin Laden e para outros líderes da Al Qaeda.

No último domingo, o jornal "The Washington Post" publicou que as pistas sobre o paradeiro de Bin Laden "se esfriaram totalmente" e nos últimos dois anos não foram recebidos indícios confiáveis.

Em discurso realizado na última segunda, por ocasião do quinto aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, Bush fez um apelo para a unidade dos cidadãos na luta contra o terrorismo.

Entretanto, em comunicado emitido hoje, o senador John Kerry fez referência às declarações de Bush ao afirmar que "a verdadeira lenda é que o Iraque, e não o Afeganistão, seja o centro da guerra contra o terrorismo".

"Este Governo se deixou ocupar enquanto Osama bin Laden e seus seguidores se escondem e tramam seus planos em uma terra sem lei", concluiu Kerry.

EFE
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