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 Angela Merkel critica prisões secretas da CIA
09 de setembro de 2006 07h53

A chanceler alemã, Angela Merkel, criticou hoje a existência de prisões secretas da CIA (agência central de inteligência americana), admitida esta semana pelo presidente George W. Bush, e lembrou que "os fins não justificam os meios".

"O uso de tais prisões não está de acordo com o que eu entendo por Estado de Direito", declarou a chefe do Governo alemão, que, em seguida, elogiou o presidente Bush por ter falado da questão.

"Nem mesmo na luta contra o terrorismo, que pôs nossa sociedade livre diante de desafios até hoje desconhecidos, os fins justificam os meios", acrescentou Merkel.

A chanceler pediu uma "resposta adequada" ao terrorismo, que não coloque em dúvida "nossos princípios fundamentais".

Merkel fez estas declarações após a transferência para a base militar de Guantánamo (Cuba) de 14 presos que estavam detidos em prisões secretas da CIA ao redor do mundo.

Bush admitiu esta semana a existência destas prisões em um discurso pronunciado na Casa Branca. Foi durante o pronunciamento que o governante anunciou a mudança dos 14 presos.

A chanceler alemã, considerada uma das aliadas políticas do presidente americano, já criticou várias vezes a existência de Guantánamo e, em sua primeira viagem como chanceler aos EUA, em janeiro deste ano, pediu a Bush o fechamento do centro de detenções.

EFE
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