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 Apoio a intervenções militares dos EUA diminui, segundo pesquisa
08 de setembro de 2006 20h19

Cinco anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, a opinião pública americana apóia cada vez menos as intervenções militares dos EUA, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira, nas vésperas do aniversário dos ataques.

A pesquisa feita pelo Centro Pew de Pesquisas para a População e a Imprensa revela que 45% dos entrevistados consideram que a melhor forma de reduzir a ameaça de ataques terroristas nos EUA é diminuir, e não aumentar, a presença militar americana no exterior. A enquete, no entanto, indica que 32% dos americanos apóiam as intervenções militares americanas, o que representa uma mudança drástica da postura do público em relação ao primeiro aniversário dos atentados, considerados os mais devastadores na história dos Estados Unidos.

Em 2002, quase um ano antes da invasão americana no Iraque, em março de 2003, 48% tinham dito que a melhor maneira de reduzir o terrorismo era aumentando a presença militar no exterior. Neste ano, 29% se pronunciaram pela redução de tropas como a melhor via para combater o terror.

Além disso, o Centro Pew descobriu que cerca de 95% dos entrevistados ainda lembram exatamente onde estavam ou que faziam quando ficaram sabendo dos ataques. Para 51% deles, os ataques terroristas de 11 de setembro mudaram consideravelmente a vida nos Estados Unidos.

A título pessoal, 22% disseram que suas próprias vidas sofreram uma grande mudança como conseqüência da tragédia, ou seja, seis pontos percentuais a mais que os 16% registrados no primeiro aniversário dos atentados do 11 de setembro.

Quase a metade dos adultos da pesquisa ressaltou que os atentados de cinco anos atrás foram tão graves quanto o bombardeio japonês em Pearl Harbor (Havaí), em 1941. Para 35% dos americanos, o 11 de setembro foi de uma gravidade superior ao ataque a essa base militar americana.

Em 2002, 58% se pronunciaram a favor de ações bélicas contra os países que desenvolvem armas nucleares para minimizar futuras ameaças terroristas nos EUA. Na pesquisa de agosto de 2006, 43% sustentaram esta opinião.

Outra porcentagem significativa, de 62%, duvida que a capacidade dos terroristas para lançar um novo ataque contra os Estados Unidos tenha diminuído.

Um crescente número de americanos também acha que assuntos não militares, como diminuir a dependência do petróleo do Oriente Médio e não se envolver nos problemas de outros países, têm um papel importante na guerra contra o terrorismo.

A pesquisa indica que 67% dos americanos consideram que reduzir a dependência do petróleo do Oriente Médio "é um passo muito importante" na prevenção ao terrorismo.

A pesquisa foi realizada com 1.056 adultos de 9 a 13 de agosto de 2006 e publicada hoje pelo Centro Pew em seu site.

EFE
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