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 Bush compara radicais islâmicos a nazistas e comunistas
31 de agosto de 2006 18h58

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O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, comparou hoje os radicais islâmicos com fascistas, nazistas, comunistas e "outros totalitários", além de afirmar que a guerra contra estes grupos é a "batalha ideológica decisiva do século XXI".

No primeiro de uma série de discursos sobre a estratégia americana no Iraque e no Oriente Médio pronunciado em Salt Lake City (Utah), o presidente americano disse que "a guerra que lutamos hoje é mais que um conflito militar".

Além disso, ele afirmou que em um lado do conflito estão "os que acreditam nos valores da liberdade e na moderação, no direito de todos falarem, de culto e de viver em liberdade".

No lado oposto estão aqueles que são regidos pelos valores da "tirania e do extremismo", e pelo direito que se atribuem "de impor sua visão fanática sobre os demais", afirmou Bush.

Ele também disse que esta será uma "longa guerra", que se traduzirá na derrota dos terroristas, "dos totalitários", e na qual a causa da liberdade sairá vencedora.

Segundo ele, a raiz do problema está na "estagnação e no desespero" nos quais viveu toda uma geração de jovens do Oriente Médio.

O presidente americano afirmou que esta geração "cresceu com poucas esperanças de melhorar sua vida e muitos cresceram sob a influência do extremismo radical".

Ele também respondeu aos críticos que acusam os EUA de encorajarem o radicalismo com suas políticas na região e com seu incondicional apoio a Israel, ao apresentar os Estados unidos como uma força "estabilizadora" na região durante as últimas cinco décadas.

Bush declarou que os atentados contra interesses americanos em Beirute (Líbano), Arábia Saudita, Washington e Nova York, durante o 11 de setembro de 2001, levaram os EUA a compreenderem que "os anos de perseguir a estabilidade e impulsionar a paz (no Oriente Médio) nos deixaram sem nenhuma das duas coisas".

Em lugar de isso, "a falta de liberdade no Oriente Médio transformou a região em uma incubadora de movimentos terroristas".

O presidente americano afirmou que o "status quo no Oriente Médio antes dos atentados de 11 de setembro de 2001 era perigoso e inaceitável", algo que levou os EUA a perseguirem "uma nova estratégia" na região.

Esta estratégia implica em três linhas de atuação.

A primeira é a luta contra grupos terroristas como Al Qaeda.

A segunda envolve a batalha contra os Estados que patrocinam o terrorismo, "inimigos dos EUA", dos quais serão exigidas responsabilidades.

A terceira envolve o desenho de uma nova agenda para derrotar a ideologia do inimigo, ao apoiar as forças da liberdade no Oriente Médio.

Dentro desta estratégia estão as frentes abertas no Afeganistão e no Iraque, declarou Bush.

O presidente americano também comentou o desafio que o Irã representa com seu plano de enriquecimento de urânio, e apresentou Teerã como patrocinador do terrorismo, ou seja, como "inimigo dos EUA".

Segundo ele, o Governo iraniano deve enfrentar as "conseqüências" por seu "desafio" à comunidade internacional ao desenvolver um programa nuclear que, segundo Bush, tem como objetivo obter armas nucleares.

Entretanto, ele descartou a retirada de tropas do Iraque, ao dizer que muitos dos que pedem a saída dos EUA do país árabe "são patriotas, mas estão muito equivocados".

O presidente americano disse que caso os "EUA saiam antes que o Iraque possa se defender de si mesmo, as conseqüências seriam absolutamente previsíveis e absolutamente desastrosas. Entregaríamos o Iraque a nossos piores inimigos".

Estes inimigos são os "ex-seguidores" de Saddam Hussein, grupos armados com ligações com Irã e com a Al Qaeda e terroristas de todo o mundo, "que de repente teriam uma base de operações muito mais valiosa que o Afeganistão sob o mandato dos talibãs".

EFE
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