O neozelandês Sir Edmund Hillary participa de homenagens junto com sua mulher, June
Foto: Reuters
No dia 29 de maio de 1953, às 11h30 locais, Hillary, um então obscuro apicultor neozelandês, e o sherpa Tenzing Norgay chegaram aos 8.848 metros de altura, após trinta anos de infrutíferas tentativas de diversas expedições. Só ficaram no cume um quarto de hora, mas o acontecimento continua fascinando.
A proeza é comemorada por uma série de manifestações no Nepal, até no acampamento de base do Everest, mas também em Londres, e suscitou uma importante cobertura da imprensa internacional. Em Katmandu, o príncipe herdeiro inaugurou o último dos cinco dias de festividades entregando a medalha do jubilado de ouro do Everest a Sir Edmund, que aos 83 anos continua com muito vigor. Entregou também medalhas a outros heróis do Everest, Reinhold Messner, autor da primeira escalada sem oxigênio artificial e solitária, à japonesa Junko Tabei, primeira mulher a chegar ao cume, Jamling Tenzing, o filho de Tenzing Norgay, também alpinista e representante de seu pai falecido. Os outros escaladores de 48 países assim como nepaleses receberam a mesma medalha das mãos do primeiro-ministro Lokendra Bahadur Shah. A jornada será encerrada com um banquete de gala em torno do rei Gyanendra.
O sucesso do Everest e de sua região nos últimos anos causou um engarrafamento da montanha e danos ao meio ambiente, resultando em debates sobre o necessário equilíbrio entre proteção da natureza e desenvolvimento turístico, em um país que tem necessidade dessa atividade para sobreviver. As exageradas peregrinações turísticas ao Everest e aos vales vizinhos causaram problemas de lixo, poluição, devastação florestal, degradação dos terrenos e erosão cultural nas comunidades sherpas.

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