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 Bush defende luta antiterrorista em meio a disputa partidária
12 de agosto de 2006 17h30

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O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, advertiu hoje que a ameaça terrorista continua latente e apontou as vitórias de seu Governo diante dela, em meio a uma discussão partidária sobre formas de aumentar a segurança nacional.

O governante americano aproveitou seu habitual discurso radiofônico dos sábados para apresentar os sucessos e desafios da luta antiterrorista iniciada pelos EUA após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Bush afirmou que o plano terrorista desarticulado em Londres poderia ter causado mortes "em grande escala" e prova que os terroristas não desistiram de seu objetivo de matar cidadãos dos EUA.

O ataque terrorista, no qual membros de grupos extremistas pretendiam explodir dez aviões comerciais em pleno vôo entre o Reino Unido e os EUA, "também demonstra que os terroristas são sofisticados e mudam de táticas constantemente", declarou o presidente americano.

"A experiência desta semana nos lembra do grave fato de que os terroristas só precisam de uma oportunidade bem-sucedida para alcançar sua meta de gerar mortes maciças", disse.

Cerca de 40 pessoas foram presas, tanto no Reino Unido como no Paquistão. Elas estavam ligadas ao ataque com explosivos líquidos contra aviões comerciais.

Diante das eleições legislativas dos EUA, que acontecerão no dia 7 de novembro, a questão da segurança assumiu tons políticos. Tanto democratas como republicanos procuram passar uma imagem de firmeza contra o terrorismo.

"Podemos discordar legitimamente sobre qual é a melhor forma de lutar contra os terroristas, mas não deve haver desacordo sobre os perigos que enfrentamos", declarou o presidente dos EUA, em clara alusão à disputa partidária.

Embora Bush não tenha mencionado diretamente a oposição, o líder da minoria democrata na Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, respondeu hoje que foram os republicanos que deram caráter político à luta antiterrorista.

"Como funcionários eleitos, nossa primeira responsabilidade é a segurança do povo americano. A política partidária mina nossa obrigação nestes momentos críticos e as táticas de medo dos republicanos não nos dão uma segurança maior", declarou Pelosi através de um comunicado.

Está previsto que Bush continue citando a luta contra o terrorismo em vários eventos da próxima semana, entre eles uma visita, na terça-feira, ao Centro Nacional contra o Terrorismo, em McLean (Virginia).

Desde que o ataque foi divulgado, na última quinta-feira, a oposição democrata criticou as medidas adotadas a partir de 2001 e exigiu a plena aplicação de todas as recomendações da comissão que investigou os atentados de 11 de setembro de 2001.

Segundo os oposicionistas, o Governo não fez, dentro e fora dos EUA, o suficiente para proteger os americanos de novos atentados.

"Não há tempo a perder. Cinco anos após o 11 de Setembro nosso país não está tão seguro como deveria ou precisa estar. É necessário mais "para fortalecer a segurança nacional", declarou o senador democrata Mark Pryor durante o discurso radiofônico da oposição.

Tanto Pelosi como Pryor, os dois críticos da Guerra do Iraque, exigiram um "novo rumo" na política de segurança nacional.

Pryor afirmou que a "má administração" da ocupação americana no Iraque desviou a atenção de outras prioridades nacionais e mais de US$ 300 bilhões da luta antiterrorista.

Acrescentou que, apesar do esbanjamento de recursos e de pessoal nessa luta, Osama bin Laden continua foragido, o Irã e a Coréia do Norte prosseguem seus planos nucleares e não houve aumento dos fundos para as equipes de resposta a emergências.

"Nossos portos, nossas fronteiras e indústrias químicas continuam sem proteção", criticou Pryor, membro do Comitê de Segurança Nacional do Senado.

O plano terrorista reanimou as velhas disputas entre democratas e republicanos sobre qual partido passa uma imagem de firmeza contra o terrorismo, sobretudo em um momento no qual os dois partidos competem, em novembro, pelo controle do Congresso.

EFE
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