George Mallory pode ter alcançado o topo do Everest em 1924
Foto: AFP
Criou-se então a aura de mistério em torno da montanha. Enquanto os nativos da região a encaravam como um lugar sagrado e, portanto, evitavam se aventurar em suas encostas, os ocidentais o olhavam como mais um ponto a ser conquistado. O primeiro homem a explorar o monte, cujo nome nativo é Sagarmatha (a deusa mãe da Terra), foi John Noel. No iníco da década de 20, ele fotografou o Himalaia com predileção por imagens do Everest.
Em 1921, um diplomata britânico conseguiu persuadiu o 13º Dalai Lama a permitir uma primeira expedição de reconhecimento do Everest. A equipa estava mal preparada, pois só havia treinado em montanhas européias com no máximo metade do tamanho de Sagarmatha. Dos nove alpinistas apenas seis chegaram à base da montanha.
Entre eles estava George Mallory, o homem que pode ter sido o primeiro a chegar ao topo do Everest. Fascinado pelo desafio de chegar ao teto do mundo, Mallory não desistiu e tentou chegar ao topo da montanha por mais três vezes. Ele acabou morrendo em sua última escalada, em 1924.
O corpo de Mallory permaneceu desaparecido até 2000, quando o alpinista Conrad Anker o encontrou a 240 metros de distância do topo. Ninguém sabe se ele morreu quando descia ou quando subia. Se a primeira hipótese for verdadeira a conquista do Everest pode ter acontecido 29 antes do que se pensava.
Mas sem provas não há façanha e a conquista do Everest só foi reconhecida no dia 29 de maio de 1953, quando o neozelandês Edmund Hillary e o sherpa nepalês Tenzing Norgay fizeram o topo. Desde esta data, cerca de 1,2 mil pessoas realizaram o feito e 175 morreram tentando atingir o pico do Everest.
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- Redação Terra


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