Sherpas auxiliam os alpinistas a subir o monte
Foto: AP
Na quarta-feira, uma equipe chinesa alcançou o pico da montanha pelo lado norte. Os chineses também transmitiram as primeiras imagens ao vivo do pico do Everest. Essa foi a primeira equipe a conseguir conquistar o pico neste ano, mas ela já foi seguida por outros grupos.
Autorização
Acredita-se que, se o tempo na montanha melhorar, a atual temporada pode bater todos os recordes de números de pessoas a chegar ao topo em um mesmo ano. Mas nem todos estão felizes com essa perspectiva. Junko Tabei - a primeira mulher a chegar ao topo do Everest, em 1975 - disse que há um número excessivo de pessoas tentando alcançar o cume.
"Apenas duas ou três equipes por temporada deveriam receber autorização para escalar o Everest", disse Junko Tabei, em entrevista à agência de notícias Associated Press. "O governo do Nepal deveria vetar algumas das permissões que já concedeu", acrescentou a montanhista.
Semanas seguidas de ventos fortes haviam impedido que qualquer um chegasse ao topo da montanha neste ano. Mas nesta quarta-feira pela manhã uma equipe chinesa conseguiu alcançar o topo, após um dia de tempo bom e noite estrelada.
A conquista foi recebida com festa em Pequim, quando a TV estatal da China mostrou a equipe chinesa descansando no "topo do mundo" e exibindo a bandeira chinesa.
A chegada da equipe chinesa se deu uma semana antes da celebração dos 50 anos da primeira escalada ao topo do Everest, realizada pelo britânico Edmund Hillary e pelo nepalês Tenzing Norgay, da etnia sherpa. "O vento está muitíssimo forte. Nós, a primeira equipe, estamos aqui saudando o povo chinês", disse um dos alipinistas em sua mensagem televisionada.
"Zona da morte"
Há relatos de que outras equipes de montanhistas subiram o Everest pelo lado norte após os chineses. Mas no lado sul, cerca de 100 alpinistas e seus acompanhantes sherpas foram impedidos de avançar devido aos ventos muito fortes de terça-feira à noite. Alguns chegaram a desistir quando faltavam apenas 350 metros para chegarem ao topo.
Esses e outros 50 montanhistas devem repetir a tentativa novamente nesta quarta à noite, o que pode criar longas esperas em trechos da rota onde apenas uma pessoa pode subir ou descer de cada vez. O número grande de pessoas pode atrasar a subida e a descida das equipes, o que aumenta o risco da escalada.

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