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No Facebook, Soumaila Cissé reconhece derrota em eleições no Mali

12 ago 2013
20h58
atualizado às 21h10

O candidato à presidência do Mali, Soumaila Cissé, reconheceu nesta segunda-feira em seu perfil no Facebook sua derrota para o ex-primeiro-ministro Ibrahim Boubacar Keita no segundo turno das eleições realizadas ontem.

"Anuncio que minha família e eu fomos nesta tarde à residência de Ibrahim Boubacar Keita, que será nosso próximo presidente da república, para lhe parabenizar por sua vitória nestas eleições presidenciais", afirmou Cissé, que não era considerado favorito.

As declarações do ex-ministro das Finanças foram dadas antes da divulgação dos primeiros resultados oficiais parciais, cujo anúncio está previsto para amanhã ou quarta-feira.

"Como democrata e republicano, mas também como cidadão do Mali respeitoso de nossos costumes, fui pessoalmente, acompanhado da minha esposa Assitan e dos meus filhos, saudar Keita por sua bela campanha e seu êxito", acrescentou Cissé na nota.

Keita surgiu como favorito após o primeiro turno, realizado no último dia 28 de julho, no qual alcançou 39,79% dos votos, 20 pontos a mais que Cissé, que ficou na segunda posição com 19,74%.

Além disso, Cissé, candidato pela União pela República e Democracia (URD), felicitou o Mali por "ter encontrado finalmente, após todas as turbulências, certa estabilidade em suas instituições".

Uma estabilidade que, para Cissé, "será necessária para que o país volte ao trabalho e ao caminho da paz e da concórdia".

Poucos minutos antes que o candidato reconhecesse sua derrota, Keita, também conhecido como IBK, divulgou quatro fotografias em seu perfil no Facebook, nas quais aparecia em sua casa com Cissé e rodeado de parentes e uma jornalista.

"Soumaila Cissé veio esta tarde, 12 de agosto de 2013, a meu domicílio para felicitar-me após a eleição do segundo turno. Viva a democracia", escreveu IBK em seu perfil sem dar mais explicações.

O vencedor das eleições será o responsável por concluir o processo de paz com os rebeldes tuaregues que começou no último dia 18 de junho com a assinatura de um cessar-fogo que permitiu a realização do pleito em todo o país, assim como por continuar com a transição democrática que começou pouco depois do golpe militar de 22 de março de 2012.

EFE   

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