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"New York Times" pede que Obama acabe com o embargo a Cuba

"Obama deve aproveitar a oportunidade para dar fim a uma longa era de inimizade e ajudar um povo (o cubano) que sofreu enormemente", afirma o jornal em editorial

12 out 2014
08h34
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O jornal "The New York Times" pediu no sábado ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que "reflita seriamente" sobre Cuba para "retomar relações diplomáticas" com esse país e "acabar com um embargo insensato", em um editorial publicado em inglês e em espanhol.

Página do site do "The New York Times" com o editorial que pede fim ao embargo dos Estados Unidos a Cuba
Página do site do "The New York Times" com o editorial que pede fim ao embargo dos Estados Unidos a Cuba
Foto: Reprodução

Segundo o periódico, uma "mudança" na política americana em relação a Cuba "poderia representar uma grande vitória" para o governo de Obama, cuja popularidade está em um momento de baixa.

"Pela primeira vez em mais de meio século, mudanças na opinião pública americana e uma série de reformas em Cuba fizeram com que seja politicamente viável retomar relações diplomáticas e acabar com um embargo insensato", argumenta o periódico nova-iorquino.

Estados Unidos e Cuba romperam suas relações diplomáticas em 1961 e Washington começou a aplicar o embargo econômico contra a ilha um ano depois, em 1962.

"Obama deve aproveitar a oportunidade para dar fim a uma longa era de inimizade e ajudar um povo (o cubano) que sofreu enormemente", afirma o editorial.

De acordo com "The New York Times", embora o governo "autoritário" da ilha "continue perseguindo dissidentes", em anos recentes "libertou a maioria dos presos políticos que estavam há anos atrás das grades".

O jornal citou também as reformas econômicas iniciadas pelo presidente Raúl Castro e a flexibilização das restrições de viagens para os cubanos.

"O processo de reformas foi lento e houve revezes. Mas em conjunto estas mudanças demonstram que Cuba está se preparando para uma era pós-embargo", assinalou.

"The New York Times" registrou, além disso, que através dos anos "vários líderes americanos concluíram que o embargo foi um fracasso" e que a geração de cubanos no exílio que o defende "está desaparecendo".

"Retomar relações diplomáticas, para o qual a Casa Branca não precisa de respaldo do Congresso, permitiria aos Estados Unidos ampliar áreas de cooperação nas quais as duas nações já trabalham conjuntamente", como a regulação dos fluxos migratórios e as operações marítimas.

O periódico reconhece que, "dada a quantidade de crise em nível mundial, é possível que a Casa Branca considere que mudar substancialmente a sua política em relação a Cuba não é uma prioridade".

Mas, acrescenta, um "aproximação" à ilha "ajudaria a melhorar as relações dos Estados Unidos com vários países da América Latina e a impulsionar iniciativas regionais que sofreram como consequência do antagonismo entre Washington e Havana".

A Casa Branca não confirmou se Obama vai participar no próximo ano da Cúpula das Américas no Panamá, país que já anunciou sua intenção de convidar Cuba para a reunião.

"Tem que fazê-lo. E deveria vê-lo como uma oportunidade para fazer história", concluiu "The New York Times".

EFE   

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