Especial: a morte de João Paulo II
Quase toda a informação do livro já foi divulgada em notas oficiais ou comentários de seus auxiliares mais próximos, particularmente do arcebispo Stanislaw Dziwisz, que foi seu secretário por muito tempo.
O livro, de mais de 200 páginas, é uma reconstrução detalhada dos dias finais de João Paulo. Produzido pela editora do Vaticano, faz parte da Acta Apostolicae Sedis, um tipo de jornal oficial dos eventos do Vaticano.
Trechos apareceram na imprensa italiana antes da publicação oficial, marcada para a próxima semana. Acredita-se que esta é a primeira vez que o Vaticano publica um relato tão detalhado dos dias finais de um papa.
No passado, muito mistério cercou a morte de alguns pontífices. Em 1978, houve muita especulação sobre a morte do antecessor de João Paulo, João Paulo I, que morreu subitamente na sua cama, com apenas 33 dias de papado. O Papa foi hospitalizado em duas ocasiões diferentes, em fevereiro e março. Na segunda internação, foi submetido a uma traqueostomia para ajudá-lo a respirar.
As condições de João Paulo II, que sofria do mal de Parkinson havia mais de uma década, declinaram rapidamente nos seus últimos dias. Ele morreu em 2 de abril. As suas últimas palavras foram ditas em polonês, com a voz fraca, para assessores. Ele alternava períodos de consciência e inconsciência durante todo o dia e seu coração estava falhando.