|
O assessor mais próximo do papa João Paulo II, o arcebispo Stanislaw Dziwisz, disse hoje que possui liberdade absoluta para preservar os documentos pessoais do pontífice, apesar da solicitação deixada no testamento para queimá-los.
O papa polonês pediu ao seu secretário pessoal para queimar suas anotações pessoais. Mas, no sábado passado, Stanislaw Dziwisz, confidente mais próximo de João Paulo II nos 27 anos de papado, disse a uma rádio polonesa que os papéis deixados por João Paulo deveriam ser guardados para a posteridade.
Em declarações feitas hoje, ele afirmou que o papa lhe deu o direito de decidir sobre o destino dos documentos.
"O Santo Padre deixou nas minhas mãos a decisão de como usar seus arquivos. Eu não vejo nenhuma razão para destruir ou queimar nenhuma coisa do arquivo pessoal", disse Dziwisz a repórteres, sem dar mais detalhes.
João Paulo II determinou em seu testamento e último pedido, publicados dias após a sua morte, que Stanislaw Dziwisz deveria supervisionar a queima de seus documentos pessoais e notas.
Dziwisz foi indicado arcebispo da Cracóvia na semana passada, um posto ocupado pelo papa Karol Wojtyla, nascido na Polônia, antes de se tornar papa.
|