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O homem que serviu ao papa João Paulo II como secretário particular por 40 anos revelou que desobedeceu às instruções estabelecidas no testamento do pontífice para queimar seus documentos pessoais. O arcebispo Stanislaw Dziwisz, mencionado nominalmente pelo testamento de João Paulo II, disse, em uma entrevista a uma rádio polonesa, que não destruiu os papéis porque eram "muito valiosos".
Segundo o jornal The Independent, Stanislaw Dziwisz explicou que se tratavam de vários manuscritos, mas não deu nenhum detalhe. Ele sugeriu que alguns dos materiais deixados pelo Papa poderiam ser úteis no processo de beatificação, anunciado pelo atual papa, Bento XVI, no mês passado.
O arcebispo disse que a sua devoção à memória de João Paulo II superou sua responsabilidade de queimar os papéis. João Paulo II determinou em seu testamento e último pedido, publicados dias após a sua morte, que Stanislaw Dziwisz deveria supervisionar a queima de seus documentos pessoais e notas.
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