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Uma média de 23mil pessoas visitam diariamente o túmulo de João Paulo II, falecido em 2 de abril, situada na cripta da Basílica de São Pedro, informou neste sábado o diário vaticano "L'Osservatore Romano". O vespertino da Santa Sé assinalou que em frente ao túmulo do papa Wojtyla "há sempre alguém, o tempo todo, todo dia, uma fila de pessoas, um rio de preces e de graças que não deixa de correr desde 2 de abril". O túmulo de João Paulo "o Grande", como já é conhecido, ocupa o mesmo lugar no qual durante 37 anos esteve sepultado seu antecessor e ao que tanto apreciava, o beato papa João XXIII. Os restos de João XXIII, o que convocou o Concílio Vaticano II que mudou radicalmente a Igreja, descansam na capela de São Jerônimo, na basílica vaticana. O sepulcro de João Paulo II ocupa um espaço abobadado da cripta vaticana, no subsolo da basílica de São Pedro, em que aparece um baixo-relevo em mármore que representa uma Virgem com o Menino Jesus em seus braços e dois anjos. Uma lápide simples de mármore branco cobre o túmulo de Karol Wojtyla. "Ioannes Pavlvs PP II. 16.X.1978-2.IV.2005" são as únicas letras e números gravuras na laje, que mede 2,20 metros de comprimento por 1,20 metro de largura e está disposta de modo a que os fiéis possam vê-la e ler o escrito com facilidade. Sob o nome aparecem as datas de quando foi eleito Pontífice, em 16 de outubro de 1978, e as do dia de sua morte, 2 de abril passado. Na parte inferior está esculpido o símbolo de Cristo. Flores e um pequeno círio aceso completam o decorações do lugar, que chama a atenção por sua simplicidade, na linha que o papa gostava, que quis ser enterrado no solo da mesma forma que seu antecessor, Paulo VI. A sepultura está a poucos metros do Túmulo do Apóstolo São Pedro, ao lado da da rainha Cristina da Suécia e frente ao sarcófago de Carlota de Chipre, por isso João Paulo II é o único papa sepultado entre duas mulheres.
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