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João Paulo II
Quarta, 27 de abril de 2005, 17h26 
Padre acusado de espionar João Paulo II pode ter ido à Polônia
 
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O sacerdote dominicano Konrad Stanislaw Hejmo, acusado de ter espionado João Paulo II quando o falecido Papa era arcebispo da Cracóvia, partiu de Roma hoje até Varsóvia, "para esclarecer sua situação", disseram fontes religiosas polonesas, que ficaram desconcertadas e incrédulas diante das acusações. Hejmo participou hoje da audiência geral das quartas-feiras, a primeira do papado de Bento XVI, com a presença de cerca de 2 mil fiéis poloneses.

O sacerdote foi visto na praça de São Pedro poucas horas antes de o presidente do Instituto da Memória Nacional polonês, Leon Kieres, informar que documentos descobertos em seus arquivos indicavam que Konrad Stanislaw Hejmo colaborou com a polícia secreta comunista e espionou Karol Wojtyla entre 1963-1978, quando era arcebispo da Cracóvia.

Depois não se sabe ao certo para onde foi. Segundo fontes polonesas, Hejmo foi de sua casa no bairro romano de Montesacro para a Polônia, "esclarecer tudo". Segundo outras fontes, seu destino é desconhecido.

Nos meios religiosos poloneses de Roma, a notícia caiu como um balde de água fria e foi recebida com incredulidade, pois o padre Konrad é muito conhecido, por trazer peregrinos poloneses para as audiências de João Paulo II.

Nos últimos meses de vida de João Paulo II, a presença do sacerdote ficou ainda mais familiar, principalmente nos meios jornalísticos, pois era responsável por guiar as peregrinações de poloneses ao hospital Gemelli, de Roma, nos dias em que o falecido papa ficou hospitalizado, e contava detalhes para a imprensa.

O padre dava informações sobre a evolução da saúde do Papa, pois mantinha relações muito boas com as pessoas próximas ao Pontífice.

Hejmo chegou a Roma em 1979 para dirigir o centro de amparada de peregrinações polonesas "Corda Cordi". Por causa dessa atividade, o sacerdote sempre esteve muito perto dos colaboradores de João Paulo II.
 

EFE

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