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 O presidente Lula, acompanhado da mulher Marisa Letícia, cumprimenta o bispo James Harvey |
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Dezenas de governantes, autoridades e chefes de Estado acompanharam o funeral do papa João Paulo II na zona reservada da Praça de São Pedro do Vaticano, onde aconteceu a missa de corpo presente do pontífice. Todos representantes foram recebidos à entrada da Praça pelo arcebispo James Harvey, perfeito da Casa Pontifícia, antes de sentar. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, teve a honra de ser o último a chegar.
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Na primeira fila havia representantes de Casas Reais, como os reis da Espanha Juan Carlos e Sofia, acompanhados pelos reis dos belgas, Alberto e Paula e os da Jordânia, Abdullah II e Rania. O príncipe Charles, que decidiu adiar para amanhã sábado seu casamento com Camilla Parker-Bowles (ausente) para que não coincidisse com o acontecimento de hoje, também esteve presente.
Na segunda fila estavam os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush; França, Jacques Chirac; e Alemanha, Horst Köhler, na frente de primeiros-ministros como o espanhol José Luis Rodríguez Zapatero; Reino Unido, Tony Blair; Luxemburgo, Jean Claude Juncker e Alemanha, Gerhard Schröder.
Os lugares dos governantes são organizados de acordo com a primeira letra do nome do país em francês. Assim, governantes latino-americanos estavam próximos, como os presidentes da Bolívia, Carlos Mesa; Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; Costa Rica, Abel Pacheco; Guatemala, Oscar Berger e Honduras, Ricardo Maduro. Também estavam presentes os chefes de Estado do México, Vicente Fox, e da Nicarágua, Enrique Bolaños e os vice-presidentes da Colômbia, Francisco Santos, e Paraguai, Luis Castiglione, assim como ministros de Assuntos Exteriores e representantes de outros Estados latino-americanos.
A morte de João Paulo II teve o comparecimento na mesma cerimônia de inimigos publicamente declarados, como Bush e o presidente do Irã, Mohammad Khatami, que beijou afetuosamente o sírio Bachar Al-Assad, ao chegar. Não faltou o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, que a UE proibiu de entrar nos países-membros, mas que se beneficiou do convite formal da Santa Sé e pôde desembarcar em Roma graças à aplicação do Pacto Lateranense entre o Vaticano e o Estado italiano.
Também compareceu o presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, o que custou ao Vaticano a ausência de um representante oficial da China, inconformada com o convite feito ao governante da ilha vizinha. A Rússia foi representada pelo primeiro-ministro Mikhail Fradkov, mas não o presidente Vladimir Putin, talvez para não incomodar o Patriarcado Ortodoxo de Moscou, cujo titular, Alexei II, nunca teve boas relações com João Paulo II e se negou sempre a permitir uma visita do Pontície ao país.
Também não houve representação de alto escalão do Principado de Mônaco, que nestes dias vive seu próprio drama depois da morte, anteontem, do príncipe Rainier.
Agenda de Lula
O presidente Lula reúne-se com o presidente da Assembléia Nacional de Cuba, Ricardo Alarcón, às 11h30 (horário de Brasília), na Embaixada do Brasil em Roma. Logo depois, encontra-se, em separado, com os presidentes da Áustria, Heinz Fischer, e de Moçambique, Armando Emílio Guebuza.
O presidente brasileiro permanecerá na capital italiana até domingo, quando embarcará para Camarões, na África, primeira escala de uma visita a cinco países do continente africano.
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