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Domingo, 3 de abril de 2005, 04h17 
Novas tecnologias mobilizam fiéis para orações
 
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As novas tecnologias como e-mails, torpedos ou simples ligações pelo celular foram utilizadas pelos fiéis como forma de manifestação para homenagens ao papa João Paulo II. "O Santo Padre morreu esta noite, às 21h37 (16h37 de Brasília), em seus aposentos. Todos os procedimentos previstos na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis promulgada por João Paulo II, em 22 de fevereiro de 1996, foram colocadas em andamento", dizia uma mensagem enviada para os celulares dos jornalistas pelo próprio Vaticano.

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Se a Santa Sé acudia assim às novas tecnologias para dar tal notícia, os fiéis de todo o mundo não ficaram atrás na hora de usar as mesmas técnicas para se comunicarem e se reunirem em tempo recorde em igrejas, catedrais ou praças, no intuito de rezar pelo descanso eterno do Sumo Pontífice.

Em Madri, dois milhões de pessoas, número que aumentava com o decorrer das horas, se reuniram na praça de Colón, palco de multitudinárias missas de Sua Santidade durante suas viagens à Espanha, atendendo ao chamado de e-mails e mensagens enviadas pelos celulares. "Quando o Papa falecer, vamos às ruas para lhe prestar a homenagem de carinho e afeto que merece. Em Madri, vamos todos à praça de Colón! Em outros lugares também. Distribuam esta mensagem", dizia um e-mail que circulava no início da tarde pela Internet.

A iniciativa madrilena teve repercussões em outros países europeus, como a Croácia. Em Zagreb, por exemplo, Dragan, um jovem engenheiro não vacilou em mandar um torpedo para seu amigo Hrvoje. "Acabou-se. O Papa morreu!", escreveu Dragan, após ouvir a notícia da morte de João Paulo II. A resposta de Hrvoje não demorou a chegar: "Para a catedral agora mesmo".

Muitos estrangeiros residentes em Zagreb também usaram este sistema para comunicar a notícia aos seus amigos em outros países. Este foi o caso de Cristina, uma romena cristã ortodoxa, que enviou uma mensagem para seu amigo Piotr, em Varsóvia.

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AFP

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