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João Paulo II
Sábado, 2 de abril de 2005, 17h26 
Confira os rituais que envolvem a morte do Papa
 
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A morte do Papa João Paulo II, ocorrida neste sábado, deu início a uma série de ritos, baseados na tradição ou normas aprovadas pelos papas ao longo dos séculos.

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    O primeiro foi certificar a morte do Pontífice. O cardeal camerlengo, que atualmente é o espanhol Eduardo Martínez Somalo, foi o encarregado de verificar que o Papa morreu e de retirar de seu dedo o "Anel do Pescador", símbolo do poder pontifício, que é o sinal de que o reinado terminou.

    Certificação da morte do Papa
    Nos primeiros séculos, para saber se o papa estava morrendo, o médico se aproximava de seus lábios uma vela acesa. Se a chama se movimentasse significava que ele ainda tinha um hálito de vida. A operação era realizada várias vezes até que a chama permanecesse imóvel.

    Atualmente, as técnicas mudaram, e o falecimento é determinado com os métodos comuns. Uma vez que o médico confirma o falecimento do papa, o prefeito da casa pontifícia anuncia oficialmente a morte: O papa morreu. Todos os presentes se ajoelham e começam os primeiros responsos.

    Depois, por ordem hierárquica as pessoas se aproximam do corpo e beijam a mão do Pontífice.

    Velório Imediatamente começa o velamento pelos cônegos penitenciários. São acendidos quatro círios aos pés da cama e é posto um acéter com água benta e um outro recipiente com água benta junto ao leito mortuário para os responsos dos visitantes.

    Chegada do Camerlengo
    O cardeal camerlengo, que se veste de violeta (cor de luto) e que é durante a sede vacante a mais alta autoridade da Igreja, entra no quarto escoltado por um destacamento da Guarda Suíça com alabardas, símbolo da nova autoridade, para assegurar-se oficialmente da morte do Pontífice.

    Retirada do lenço que cobre o rosto
    Na presença do mestre de cerimônia e dos prelados da casa pontifícia, o camerlengo se aproxima da cama, retira o lenço que cobre o rosto do papa e inclinando-se em direção ao corpo chama três vezes o Papa por seu nome de nascimento.

    O Martelo de Prata
    Depois bate no seu rosto om um pequeno martelo de prata e cabo de marfim. Após verificar que o papa está morto, diz: "vere papa mortuus est" (realmente o Papa morreu).

    Amassar o anel do pescador
    Em seguida, o camerlengo retira do dedo o Anel do Pescador, símbolo do poder pontifício. Este é o sinal de que o "reinado" terminou.

    O anel será amassado junto com o selo de chumbo do papa diante dos cardeais. Isso é para evitar qualquer eventual falsificação de documentos papais.

    Anúncio
    Imediatamente depois, o camerlengo informará ao cardeal vigário de Roma que o Bispo de Roma morreu. O cardeal vigário, neste caso Camillo Ruini, o comunicará ao povo de Roma.

    Lavra a ata da morte
    Depois o notário da Câmara Apostólica lavra a ata da morte e os sinos de São Pedro tocam, anunciando ao mundo e a Roma a morte do Papa.

    Embalsamadores ,br> Em seguida, o o corpo do Papa é entregue aos embalsamadores. A não ser que o papa tenha estipulado o contrário, o procedimento exige que suas vísceras sejam extraídas, que são depositadas em urnas que a serem conservadas na cripta subterrânea da igreja de São Vicente e São Anastácio, em frente à Fonte de Trevi, em Roma.

    Fotografias proibidas
    A norma vaticana proíbe que se fotografe o papa morto ou suas palavras sejam gravadas. O camerlengo dará permissão para que sejam feitas fotos oficiais, mas desde que ele esteja vestido com o hábito pontifício.

    Mudança para a Capela Sistina
    Uma vez embalsamado, o Papa é revestido com sotaina branca e a mitra e é levado à Capela Sistina escoltado por prelados com círios e cardeais. É posto sob o Juízo Final, onde os fiéis lhe prestarão o último tributo.

    À noite, uma vez fechado o Portão de Bronze, o cadáver do Papa é entregue aos cônegos de São Pedro que o vestirão com o hábito pontifício.

    Mudança para a Basílica de São Pedro
    No dia seguinte, o Papa é levado para a Basílica de São Pedro, onde é posto num catafalco, diante do altar da confissão. Ali permanecerá três dias antes das exéquias, que desde a morte de Paulo VI e João Paulo I é realizada na praça de São Pedro, na presença de presidentes e reis de todo o mundo.

    Exéquias
    O Papa é levado até o local numa solene procissão liderada pelo cardeal decano e o camerlengo, enquanto os coros entoam: "Libera me, Domine, de morte aeterna (livra-me, Senhor, da morte eterna).


    Triplo ataúde e enterro
    O corpo do Papa é posto num féretro de cipreste forrado de veludo carmesim e encaixado em outro de chumbo de quatro milímetros de espessura, por sua vez encaixado em outro de madeira de olmo envernizada.

    Um prelado lê os fatos mais importantes de seu pontificado e no final introduz o pergaminho num tubo de cobre que é posto no féretro junto com um saquinho de veludo com moedas e medalhas de seu pontificado.

    Depois os garçons selam a caixa de cipreste e a de chumbo e colocam a de olmo. Sobre esta última colocam um simples crucifixo e uma Bíblia aberta.

    O féretro costuma pesar 500 quilos e é levado no final da cerimônia em um carro fúnebre até o Altar da Confissão, onde é descido até a cripta vaticana, onde permanecerá até que haja um caixão definitivo.
     

  • EFE

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