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Merkel: "não pode haver resposta militar à crise ucraniana"

Ela acredita que ainda é cedo para tirar conclusões sobre a efetividade das sanções já impostas à Rússia

30 ago 2014
21h57
atualizado às 21h57
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<p>Chanceler Angela Merkel</p>
Chanceler Angela Merkel
Foto: Thomas Peter / Reuters

A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou neste sábado a opção de uma resposta militar à Rússia por seu papel na crise ucraniana e reforçou a importância de manter o diálogo.

"Não pode haver uma solução militar para este conflito, todos os esforços devem ser dirigidos a manter os canais de comunicação abertos", disse a chanceler na entrevista coletiva ao término da cúpula europeia extraordinária realizada em Bruxelas.

Merkel assinalou que é consciente de que há uma "escalada significativa" com a presença de tropas russas em território ucraniano, mas insistiu que os países da UE estão de acordo que "uma solução militar para este conflito simplesmente não vai acontecer".

Questionada se trata-se de uma invasão ou não, a chanceler disse que não cabia a ela dar esta definição, mas que há evidências de que "armas e forças russas estão operando em território ucraniano", o que "representa um novo passo na escalada do conflito" e, portanto, "precisamos lidar com isso".

"Se excluímos as opções militares, sobram sanções econômicas" disse Merkel e acrescentou que os chefes de Estado e de governo encarregaram a Comissão Europeia (CE) de propôr novas sanções no prazo de uma semana.

Ela acredita que ainda é cedo para tirar conclusões sobre a efetividade das sanções já impostas pela UE à Rússia. E descartou a possibilidade do envio de material militar para ajudar as forças governamentais, pelo menos pela Alemanha, ao afirmar que o tema não foi tratado de maneira específica na cúpula. 

"A posição alemã é a de não mandar armas porque pensamos que criaria a impressão que este é um conflito que pode ser solucionado militarmente, e não acredito nisto", disse. "Talvez outros países pensarão diferente sobre este tema, mas minha posição não vai mudar" finalizou a chanceler.

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EFE   
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