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Malásia nega que avião tenha voado por 4h após perder contato

As autoridades do país também informaram que as fotos de satélite divulgadas pela China mostrando destroços do avião são errôneas

13 mar 2014
08h06
atualizado às 09h16
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As autoridades da Malásia negaram categoricamente nesta quinta-feira a informação de que o voo MH370, sumido há quase uma semana, teria continuado voando por quatro horas depois do último sinal detectado por radar. A hipótese foi levantada pelo jornal americano Wall Street Journal, que cita uma autoridade americana anônima.

<p>Ministro do Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein (ao centro) desmentiu a informação divulgada pelo Wall Street Journal de que o voo da Malaysian Airlines teria percorrido mais de 3 mil quilômetros após o último sinal detectado pelo radar</p>
Ministro do Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein (ao centro) desmentiu a informação divulgada pelo Wall Street Journal de que o voo da Malaysian Airlines teria percorrido mais de 3 mil quilômetros após o último sinal detectado pelo radar
Foto: Reuters

O jornal cita um suposto sistema que envia dados dos motores automaticamente a bases terrestres. O publicação levanta a possibilidade de o avião ter percorrido 3,5 mil quilômetros desde o último momento em que foi detectado, o que daria tempo de ele chegar a lugares como Paquistão ou Mongólia. No entanto, o ministro dos Transportes, Hishammuddin Hussein, negou todas as informações da reportagem.

Ele disse que as três empresas envolvidas no caso - a fabricante do avião Boeing, a fabricante do motor Rolls Royce e a operadora Malaysian Airlines - estão trabalhando junto com as autoridades da Malásia, e que nenhuma delas confirma a existência do suposto sistema de dados. "As notícias [do jornal] são imprecisas", disse ele.

O MH370 da Malaysian Airlines partiu às 0h41 de sábado do aeroporto internacional de Kuala Lumpur e tinha previsão de chegar a Pequim, na China, às 6h30. Hussein diz que o último sinal emitido pelo voo foi às 01h07. "O avião simplesmente desapareceu", disse o ministro, em entrevista coletiva.

Ele disse que seguem as buscas pelo avião, que tinha 239 pessoas a bordo, a maioria cidadãos chineses.

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'Engano' de imagens
O ministro malaio também disse que as fotos de satélite divulgadas pela China na quarta-feira, 12, supostamente mostrando destroços da aeronave no oceano, eram errôneas. Segundo Hussein, as autoridades chinesas disseram à Malásia que as fotos foram divulgadas "por engano e não mostram nenhum destroço".

As três imagens publicadas por um site do governo chinês mostram o que parecem ser grandes objetos flutuando no Mar do Sul da China.

<p>Segundo autoridades, as fotos dos supostos destroços do avião desaparecido foram divulgadas por engano e não mostram de fato pedaços da aeronave. Na foto, passageiros da Malaysian Airlines aguardam voo da companhia aérea no aeroporto de Kuala Lumpur, em 13 de março</p>
Segundo autoridades, as fotos dos supostos destroços do avião desaparecido foram divulgadas por engano e não mostram de fato pedaços da aeronave. Na foto, passageiros da Malaysian Airlines aguardam voo da companhia aérea no aeroporto de Kuala Lumpur, em 13 de março
Foto: Reuters

No entanto, duas missões enviadas ao local não conseguiram achar nada. O vice-diretor da autoridade de aviação civil do Vietnã, Dinh Viet Thang, disse à agência AFP que dois aviões que sobrevoaram a região não encontrara vestígio algum.

O diretor de aviação civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahman, disse a repórteres que aviões malaios também inspecionaram a região e não encontraram nada.

Outros supostos pedaços de destroços avistados previamente acabaram não tendo relação com o voo.

A especulação de que os pilotos teriam tido algum tipo de má-fé e poderiam estar envolvidos nas causas do sumiço do voo não foi confirmada pelo ministro. Ele afirmou que as autoridades não fizeram buscas nas casas dos pilotos.

Outro sinal
Depois de quase uma semana do desaparecimento do voo MH370, outro sinal ainda intriga os investigadores do sumiço.

A última comunicação verbal foi feita na fronteira do espaço aéreo da Malásia com o Vietnã, com pilotos passando o recado a controladores malaios dizendo que tudo estava bem. Depois disso, nenhuma mensagem ou sinal de alerta foi emitido.

Autoridades da aeronáutica da Malásia revelaram na quarta-feira, 12, que seus radares detectaram uma aeronave não-identificada pouco tempo depois do sumiço do voo MH379. A aeronave teria sido detectada às 2h15, revelou o chefe da Força Aérea Real da Malásia, Rodzali Daud.

Mas não há nenhuma confirmação de que ela possa ser o voo desaparecido. Daud disse que a informação foi compartilhada com autoridades de diversos países, inclusive dos Estados Unidos, e que os militares estão investigando o caso.

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