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Londres: Big Ben se inclina como a Torre de Pisa, diz comissão

23 jan 2012
19h04
atualizado às 20h40

A torre do Big Ben vem se inclinando cada vez mais, de forma semelhante à de Pisa, mas numa escala muito menor, pelo que uma comissão parlamentar britânica decidiu nesta segunda-feira encarregar-se, sem pressa, de um fenômeno atualmente visível a olho nu. Segundo uma investigação oficial, com conclusões publicadas em 2010, a inclinação do Big Ben foi acentuada em agosto de 2003 por motivos desconhecidos, e aumenta anualmente 0,9 mm.

O Big Ben virou tema de uma comissão parlamentar, que comparou-o à Torre de Pisa, mas em uma escala muito menor
O Big Ben virou tema de uma comissão parlamentar, que comparou-o à Torre de Pisa, mas em uma escala muito menor
Foto: Reuters

Um porta-voz da Câmara dos Comuns relativizou o risco e a urgência do assunto, ao informar à AFP que os deputados vão "estudar se convém pedir às autoridades que comecem a pensar em formas eventuais de renovar Westminster". O palácio, que possui algumas partes remontando ao século XI, abriga as duas câmaras do parlamento britânico e a torre do relógio de 96 metros de altura concluída em 1859, conhecida como a do Big Ben, mas que na realidade é o nome do maior de seus sinos, de 13 toneladas de peso.

"É o começo de um processo muito, muito longo", uma vez que o exame preliminar pode durar entre 15 e 20 anos, precisou o porta-voz. "Não há nenhum perigo imediato", comentou para a BBC John Burland, especialista do Imperial College de Londres.

Ao ritmo atual, "serão necessários 10.000 anos para se chegar ao ângulo da Torre de Pisa", acrescentou. Segundo ele, a inclinação da torre e as rachaduras constatadas no palácio de Westminster remontam provavelmente a muitos anos, não estando diretamente ligadas às construções de um estacionamento subterrâneo de cinco andares e a uma nova linha do metrô, no final do século XX.

Os deputados encarregados da gestão patrimonial do palácio de Westminster devem examinar todas as opções, incluídas as mais radicais como a demolição, o aluguel ou a venda. Estas últimas possibilidades "seguramente não fazem parte da reflexão oficial", comentou um porta-voz da comissão. Segundo o jornal Daily Telegraph, a medida de recompra interessaria a "promotores estrangeiros", que poderiam ser russos ou chineses.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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