O governo indiano também reclamou da suposta existência de critérios dúbios na "guerra contra o terror", uma referência clara ao conflito no Iraque, detonado pelos EUA. Os norte-americanos pressionam a Índia a não atacar o Paquistão, acusado de dar apoio a separatistas muçulmanos na Caxemira.
"A culpa do Paquistão é claríssima", afirmou Navtej Sarna, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia. "O epicentro do terrorismo internacional existente na nossa vizinhança e a infra-estrutura de apoio e patrocínio do terrorismo além-fronteiras devem ser completamente desmantelados. Estamos decididos a enfrentar esse desafio com força e determinação", declarou.
A Índia e o Paquistão, que possuem armas nucleares, estiveram perto de um conflito no ano passado por causa de sua disputa em torno da Caxemira.
Esse foi o comunicado mais duro do governo indiano desde que supostos ativistas islâmicos mataram a tiros 24 hindus, entre os quais 11 mulheres e duas crianças, no vilarejo de Nadi Marg, na Caxemira, no domingo à noite. O Paquistão condenou o ataque.
A Índia disse que a "guerra contra o terror" só seria vencida se "levada a acabo sem critérios dúbios e se o terrorismo for erradicado onde quer que exista."
O governo indiano não ficou satisfeito com a decisão dos EUA de voltar-se para o Paquistão depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, fazendo do país um aliado importante na campanha militar no Afeganistão.
"O combate contra o terrorismo será malsucedido se as ameaças em alguns casos são respondidas com estratégias militares e, em outros, com pedidos de contenção e diálogo", disse a Índia.
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