inclusão de arquivo javascript

 
 

Mulá Omar ameaça afegãos que ajudarem americanos

17 de fevereiro de 2003 12h43

"Todo afegão que trabalhar para americanos ou ajudá-los merece a morte", afirma um comunicado atribuído ao mulá Omar, líder espiritual do antigo regime afegão dos talebãs. O texto, do qual a AFP obteve uma cópia, foi enviado a um jornal local de Peshawar, no Nordeste do Paquistão.

"Façam a jihad (guerra santa) contra os americanos e seus aliados, e se não puderem fazer a jihad, deixem o trabalho e fiquem longe deles", afirma o comunicado em pashtum, assinado em nome do mulá Omar.

O comunicado pede ainda para os afegãos esvaziarem as salas dos ministérios e governos locais "para mostrar a diferença entre muçulmanos e cruzados (cristãos)", referindo-se a uma fatwa (decreto religioso) "adotada por 1.600 religiosos do Afeganistão em maio de 2002.

"Quem quer que seja encontrado trabalhando para americanos ou os ajudando merece a morte", afirma o texto atribuído ao mulá Omar, considerado dirigente máximo dos talebãs, cujo regime foi derrubado pela coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos em 2001.

"Milhões de pessoas sacrificaram suas vidas pelo país e pelo Islã ao destruir o comunismo e agora outros colaboram com os bárbaros americanos e seus aliados para destruir o nome do Islã e seu próprio país", segundo o texto.

Não há nenhuma referência sobre a localização do mulá Omar ou do emissor do fax enviado ao jornal de Peshawar, o Wahdat ("Unidade"), publicado em pashtum e distribuído pelos acampamentos de refugiados afegãos do Nordeste do Paquistão.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.