EUA podem estrear arma secreta em guerra ao Iraque

02 de fevereiro de 2003 • 13h02 • atualizado às 13h02

De acordo com analistas, a Força Aérea norte-americana está desenvolvendo uma arma de alto poder microonda (HPM, na sigla em inglês) que gera um pulso eletromagnético maciço capaz de derreter o interior de sistemas eletrônicos digitais, desarmando equipamentos militares do inimigo.

Ela usa energia pura no lugar de munições. É planejada para atingir objetivos militares sem matar pessoas nem danificar edifícios. E as tropas de Saddam Hussein podem ser escolhidas como primeiro alvo da nova arma secreta do exército dos Estados Unidos.

Embora a arma seja altamente secreta e seus detalhes sejam confidenciais, os analistas informaram que seu desenvolvimento está tão avançado que o exército norte-americano pode usar a arma HPM pela primeira vez em uma possível guerra contra o Iraque. "A vantagem das armas de microondas é que elas podem desativar virtualmente qualquer sistema eletrônico militar sem produzir baixas e com mínimos danos físicos", disse a analista militar Loren Thompson, do Lexington Institute.

Estas armas poderiam ser usadas para desarmar o comando inimigo e os centros de controle, instalações de comunicações, radares de defesa aérea, depósitos ou locais de produção de armas químicas ou biológicas e veículos, mísseis e aeronaves sofisticados. "O que isso significa é que o inimigo não pode ver você chegar, não pode se comunicar nem encontrar suas próprias forças. Ele fica essencialmente cego, surdo e mudo. Mas permanece vivo", acrescentou Thompson.

Trabalhos com tecnologia de alto poder de microondas estão sendo conduzidos pelo laboratório de pesquisas da Força Aérea Directed Energy Directorate, na base de Kirtland, Novo México.

As armas HPM, pelo menos na forma rudimentar que pode ser usada no Iraque, chegam ao alvo através de mísseis de cruzeiro ou por aviões não tripulados. O lançamento a partir de aviões tripulados pode causar problemas porque os pulsos eletromagnéticos gerados podem destruir os sistemas eletrônicos dos próprios aviões norte-americanos, provocando sua queda.

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