Conforme um comunicado oficial da reunião, o Paquistão deseja uma solução pacífica de todas as diferenças com a Índia, "inclusive na questão da Caxemira", declarou Musharraf ao líder do Partido Janata, Subramanian Swamy, em referência ao território himalaio disputado pelos dois países desde sua independência do império britânico, em 1947.
No encontro entre Musharraf e Swamy e outros políticos indianos, foi discutido o estado das relações indo-paquistaneses afetadas por uma crise à qual Islamabad e Nova Délhi reagiram com a expulsão na semana passada de vários diplomatas do país adversário.
O chefe do Estado paquistanês aproveitou o encontro com os políticos indianos para criticar as declarações dadas recentemente pelo ministro da Defesa da Índia, George Fernandes, de que "se o Paquistão atacasse a Índia com armas nucleares, este país seria eliminado do mapa".
Num comunicado oficial emitido pelo Ministério das Relações Exteriores, Musharraf destacou a necessidade de mostrar maior responsabilidade, enquanto Swamy expressou seu interesse de contribuir para a normalização dos laços bilaterais.
A visita dos políticos indianos ao Paquistão coincide com uma nova deterioração das relações diplomáticas entre estes tradicionais inimigos asiáticos armados com bombas atômicas, que já enfrentaram três guerras, duas delas pelo controle da Caxemira.
O aumento da tensão diplomática foi acompanhada de acusações recíprocas sobre a responsabilidade por esta nova crise e uma intensificação do enfrentamento entre os soldados posicionados ao longo da Linha de Controle que divide a Caxemira entre a Índia e o Paquistão.
Em um comunicado militar emitido ontem, Islamabad afirmou ter derrubado um avião-espião não pilotado indiano quando sobrevoava a área da Caxemira sob seu controle, alegação que foi negada por um porta-voz oficial de Nova Délhi.
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