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EUA enfrentam rebeldes em montanhas do Afeganistão

28 de janeiro de 2003 09h20

Forças dos EUA e do Afeganistão enfrentam um grande grupo de rebeldes nas montanhas do sul do país, na maior batalha a acontecer ali nos últimos 12 meses.

O coronel Roger King, porta-voz das forças norte-americanas, disse que ao menos 18 rebeldes fiéis ao comandante renegado Gulbuddin Hekmatyar haviam sido mortos nos combates, no que seria a maior concentração de forças inimigas desde a observada durante a Operação Anaconda, de março do ano passado.

De acordo com King, os aviões bombardeiros B-1, aviões AC-130 e helicópteros Apache assim como caças F-16 europeus atacaram posições dos inimigos por mais de 12 horas durante a noite. A região dos conflitos fica próxima da fronteira com o Paquistão.

A Anaconda foi até agora a maior operação em terra dos EUA em meio à guerra no Afeganistão. Naquela ação, cerca de 1,5 mil soldados norte-americanos investiram contra cerca de mil integrantes do Taliban e da Al Qaeda, escondidos nas cavernas do leste do Afeganistão.

King afirmou que os aviões norte-americanos e aliados jogaram 19 bombas de 2.000 libras e dois projéteis teleguiados de 500 libras contra as posições inimigas. Na manhã de terça-feira, os dois lados continuavam a se enfrentar.

O coronel afirmou que as forças norte-americanas ainda tentavam determinar o número de rebeldes presentes na área. Informações iniciais sugeriam haver 80 deles.

Autoridades do governo afegão disseram que ao menos cinco pessoas e um soldado afegão haviam sido mortos nos combates, ocorridos nas montanhas Adi Ghar. King afirmou que, segundo dados recolhidos pelos EUA, os inimigos seriam parte de um grupo leal ao ex-primeiro-ministro Hekmatyar.

Para autoridades afegãs, um ex-chefe de polícia do Talibã em Kandahar, Hafiz Abdul Majeed, estaria liderando os rebeldes, junto com um outro ex-comandante do Taliban, Hafiz Abdul Raheem.

Reuters
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