A decisão deve criar mais tensão entre Índia e Paquistão, depois que no fim de semana Nova Délhi denunciou supostas pressões que seu encarregado de negócios em Islamabad estaria sofrendo.
Navtej Sarna, porta-voz da chancelaria indiana, disse que os quatro paquistaneses estavam "se dedicando a atividades incompatíveis com seu status oficial".
"Essas autoridades foram declaradas ¿personae non gratae¿ e o governo do Paquistão foi convidado a retirá-los dentro de 48 horas", afirmou Sarna.
Ele disse que a expulsão deve-se à "evidências" contra os funcionários e não foi uma retaliação pelas supostas pressões sobre o encarregado de negócios indiano.
"Isso vai viciar ainda mais a atmosfera entre os dois países", disse Aziz Ahmed Khan, porta-voz da chancelaria indiana. "O Paquistão vai estudar uma resposta."
Expulsões de diplomatas e acusações mútuas são comuns entre Índia e Paquistão, dois vizinhos com armas nucleares, que já travaram três guerras desde 1947.
A Índia identificou os paquistaneses expulsos como Mansoor Saeed Sheikh, conselheiro; Mian Muhammad Asif, primeiro-secretário; Muhammad Tasneem Khan e Sher Muhammad, funcionários de fora da carreira diplomática.
Sarna disse que a Índia pediu ao encarregado de negócios do Paquistão que garanta a segurança dos diplomatas indianos e suas famílias em Islamabad. Os encarregados de negócios são os atuais chefes das respectivas embaixadas porque os embaixadores titulares foram retirados, devido à tensão política.
O Paquistão nega qualquer pressão de seu serviço secreto sobre o encarregado de negócios indiano, Sudhir Vyas, e acusa a Índia de usar esses métodos contra seus diplomatas. A Índia também nega.
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