A principal cidade da Caxemira, Srinagar, parou depois de centenas de pessoas terem respondido ao apelo dos advogados dos réus, de grupos de defesa dos direitos humanos e de um grupo separatista de mulheres.
A Justiça indiana condenou os acusados ontem à pena de morte pelo crime de traição. Os réus teriam participado da preparação do ataque ao Parlamento indiano, ocorrido no ano passado e que quase detonou uma quarta guerra com o Paquistão.
A principal aliança separatista da Caxemira indiana, a Conferência Hurriyat de Todos os Partidos, pediu a realização de uma investigação internacional sobre o ataque e afirmou que os três são inocentes.
Nas manifestações de hoje, em Srinagar, a polícia prendeu Javid Mir, vice-presidente da Frente de Jammu e Caxemira, uma entidade separatista, e mais de uma dezena de advogados. Centenas de pessoas também foram às ruas de Baramulla, norte da Caxemira, para protestar contra a condenação, disseram testemunhas.
Os três condenados (Mohammad Afzal, Shaukat Hussain e Abdul Rehman Geelani) se disseram inocentes e seus advogados prometeram apelar da sentença. De acordo com a polícia, dois dos réus, Afzal e Hussain, são membros do grupo ativista Jaish-e-Mohammad, proibido na Índia e cujas bases ficariam no Paquistão.
Eles foram detidos em Srinagar dois dias depois do ataque. Rehman Geelani, que dava aulas de árabe na Universidade Délhi, foi preso em Nova Délhi, capital do país, no mesmo dia da invasão do Parlamento.
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