"Não acreditamos que haja dezenas de milhares de ativistas da Al-Qaeda aqui, mas acreditamos que a presença da Al-Qaeda é maior do que uma única célula ou duas", declarou uma autoridade norte-americana.
Os EUA haviam dito ter pensado, inicialmente, que o problema da Al-Qaeda no reino era uma questão de apenas algumas poucas células. Integrantes das forças de segurança do país árabe afirmam haver provavelmente de três a cinco células da Al Qaeda em operação ali, cada uma com dezenas de membros.
O governo saudita prometeu prender os responsáveis pelos ataques da semana passada, nos quais também morreram vários sauditas e árabes de outras nacionalidades. De acordo com as autoridades norte-americanas, o reino depara-se agora com seu maior desafio desde 1979, quando a Grande Mesquita de Meca foi ocupada por terroristas. Osama Bin Laden, líder da Al-Qaeda e acusado pelos EUA de ter planejado os ataques de 11 de setembro de 2001, nasceu na Arábia Saudita.
No domingo, o país disse ter prendido quatro supostos membros da Al-Qaeda que souberam com antecedência dos atentados. Os sauditas prenderam e investigaram cerca de 3 mil pessoas desde os ataques de 11 de setembro. Entre 200 e 300 dos detidos no ano passado ainda continuam em poder das autoridades, disseram membros dos serviços de segurança.
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