Ministros europeus advertem sobre novos atentados

19 de maio de 2003 • 12h30 • atualizado às 12h30

Ministros de países europeus advertiram hoje sobre a possibilidade de grupos islâmicos atacarem a qualquer momento e fizeram um alerta a respeito do possível ressurgimento da Al-Qaeda após os atentados suicidas ocorridos no Marrocos e na Arábia Saudita. Os dois países anunciaram a prisão de supostos ativistas islâmicos, e os sauditas disseram no domingo que investigam a possibilidade de a rede Al-Qaeda ter participado dos atentados ocorridos na segunda-feira em Riad, capital saudita.

Militantes suicidas mataram ocidentais, incluindo norte-americanos, em Riad e em Casablanca, no Marrocos. Os dois reinados árabes mantêm boas relações com os EUA. "Há células dormentes do terrorismo islâmico que podem acordar e realizar ataques", declarou no domingo o ministro do Interior da Itália, Giuseppe Pisanu, depois de se encontrar com ministros do Interior da Espanha, da França e da Grã-Bretanha.

"Ninguém pode garantir que esteja livre da possibilidade de sofrer um ataque realizado pelo terrorismo extremista islâmico e é por isso que precisamos reforçar nossas medidas de segurança", afirmou Angel Acebe, ministro do Interior da Espanha.

Horas antes, o Ministério do Interior do país havia dito ter reforçado seu aparato de segurança no estreito de Gibraltar, que separa a Espanha do Marrocos. No país árabe, na sexta-feira, atentados suicidas deixaram 41 mortos.

O presidente dos EUA, George W. Bush, divulgou no fim de semana um apelo para que o mundo acorde e disse que, apesar de enfraquecida pela guerra contra o terror, liderada pelos norte-americanos, a Al-Qaeda continuava a representar uma ameaça. Países do Ocidente baixaram recentemente uma série de alertas desaconselhando viagens para a África e a região sudeste da Ásia.

Redação Terra
 
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