O plano, que segundo o jornal ainda está sendo elaborado, é uma resposta às críticas do Congresso ao trabalho consular do país e visa a combater o terrorismo. Ele já preocupa empresas e agentes de viagem, que temem ainda mais lentidão na emissão de vistos.
Atualmente, nem metade dos candidatos a visto é entrevistada, ao menos nos países mais desenvolvidos, considerados de menor risco, segundo as autoridades. "Provavelmente, 90% dos casos passarão por entrevista", disse o porta-voz do Departamento de Estado Stuart Patt. A proposta não atinge os cidadãos de 27 países, inclusive o Canadá e vários da Europa, que já não precisam de visto para viajar aos EUA, segundo o Journal.
Todos os 19 seqüestradores que participaram dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e Washington obtiveram legalmente vistos para entrar no país, o que provocou críticas ao sistema de concessão. De acordo com o Journal, ainda não foram definidos detalhes da nova política, como, por exemplo, os critérios para negar o visto. Apesar de ser uma medida do Departamento de Estado, ela foi tomada em conjunto com a Casa Branca e o Departamento de Segurança Doméstica.
Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.