Mais de três milhões de húngaros votaram pelo "sim", equivalente a 83,76% dos votos emitidos, contra 16,24%, correspondentes a cerca de 580 mil votos, de acordo com a apuração de 99,18 por cento das cédulas depositadas.
Estes três milhões superam em um milhão o número necessário para que a consulta vinculatória seja considerada válida.
O chefe de Governo Peter Medgyessy afirmou, depois de conhecer o resultado, que "com estes votos o povo nos autorizou a assinar em Atenas no próximo dia 16 de abril o Tratado de Adesão à UE".
"Agora, podemos dizer que somos um país moderno e democrático, porque nos comportamos como os europeus, com este voto que nos leva à UE", apontou.
Neste sentido, garantiu que "se cumpre o desejo de nossos pais e avós, que sonhavam em voltar para a Europa. O povo marcou o rumo desta nave, que é a Hungria, que já se dirige com segurança para o porto final, a Europa. Tivemos ventos que enfrentamos. Nossas feridas sofridas nas décadas anteriores vão se curar com nossa entrada na UE".
O chefe de Estado, Ferenc Madl, frisou que "devemos aproveitar esta oportunidade histórica que significa a integração na Europa, da qual sempre quisemos ser membros".
Entre os três países candidatos que fizeram o plebiscito para a entrada na UE, a participação mais baixa até agora foi registrada na Hungria.
Em Malta, a participação foi a mais significativa, com 91% dos cidadãos com direito a voto indo às urnas. Destes, 53% se pronunciaram a favor da adesão ao bloco europeu. Na Eslovênia, em 23 de março, 60,29% dos eleitores foram votar e, destes, 89,61% aprovaram a entrada na UE.
No referendo anterior realizado na Hungria, em 1997, para a entrada na Otan, 49,24% dos cidadãos participaram. Já as últimas eleições parlamentares contaram com o voto de 70,5% dos eleitores.
A campanha que se desenvolveu desde fevereiro foi palco dos confrontos entre partidos políticos. Os de direita insistiam em lembrar que "se deve informar também sobre as desvantagens e não apenas as vantagens", insinuando assim que a entrada na UE vai exigir muitos esforços dos cidadãos.
Já as forças políticas governamentais da coalizão socialista-liberal defenderam que "a única alternativa possível da Hungria é entrar na União Européia, o que nos garantirá o desenvolvimento nos próximos anos".
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.