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Morte de Diana foi um trágico acidente, diz relatório

14 de dezembro de 2006 10h30 atualizado às 15h12

Foto de arquivo mostra o carro em que estavam Diana, Dodi Al-Fayed e o motorista, Henri Paul, no dia do acidente.. Foto: AP

Foto de arquivo mostra o carro em que estavam Diana, Dodi Al-Fayed e o motorista, Henri Paul, no dia do acidente.
Foto: AP

A morte da princesa Diana foi um trágico acidente, não uma conspiração, conclui o informe de comissão policial britânica liderada por Lorde Johns Stevens, ex-chefe da Scotland Yard, publicado hoje em Londres. Durante os três anos de investigações, foram estudados 20 mil documentos e interrogadas centenas de testemunhas. O relatório, que será divulgado na Internet, tem mais de 800 páginas.

A investigação britânica também determinou que a princesa não estava grávida no momento de sua morte e que não estava comprometida com seu namorado, Dodi Al Fayed. "A princesa Diana não estava grávida no momento de sua morte, nem tampouco comprometida", afirmou Stevens, ao apresentar em coletiva de imprensa o esperado informe britânico.

As especulações de que a morte de Diana teria se dado devido a uma conspiração dos serviços de espionagem britânicos são "infundadas", afirmou Stevens. As teorias de conspiração foram feitas sobretudo pelo pai de Dodi, Mohammed Al Fayed, que acredita que o acidente em que o casal morreu foi provocado.

Stevens adicionou que os fotógrafos que perseguiam Diana e Dodi no dia doa acidente fizeram com que eles mudassem seu roteiro de carro antes do acidente. O ex-chefe da Scotland Yard contou que interrogou por horas o príncipe Charles, ex-marido de Diana, como parte do inquérito.

A investigação britânica confirmou os resultados da polícia francesa que determinou, em 1999, que o acidente em que a princesa morreu aconteceu quando o motorista perdeu o controle do Mercedes por dirigir em alta velocidade e sob os efeitos de álcool e tranqüilizantes.

"Se a princesa Diana tivesse usado o cinto, talvez tivesse se salvado", afirmou o ex-chefe de polícia, acrescentando que o motorista Henri Paul dirigia no dobro da velocidade permitida pela lei quando sofreu o acidente.

Depois da divulgação dos resultados desta investigação policial, no próximo ano será aberta uma investigação judicial dirigida pela juíza Elizabeth Butler-Sloss, que anunciou que as audiências preliminares, previstas para princípio de janeiro, serão públicas.

Críticas
Os filhos de Diana e do príncipe Charles, os príncipes William e Harry, tiveram acesso a uma cópia do relatório na véspera e ficaram "tristes e desgostosos" pela maneira com que os paparazzi perseguiram o carro de sua mãe e, inclusive, a fotografaram quando jazia morta, informou a BBC.

Já Mohammed Al Fayed criticou o informe e insistiu na teoria de que o casal foi vítima de um plano de eliminação tramado pelos serviços de inteligência britânicos e a família real, que não aprovaria as relações da princesa com seu filho.

Classificando de vergonhosas as conclusões do informe, o milionário egípcio assegurou, em declarações à BBC, que o ex-chefe da Scotland Yard foi "chantageado" pelos chefes dos serviços de inteligência britânica.

Com agências internacionais

Redação Terra