inclusão de arquivo javascript

 
 

Canibal alemão é condenado à prisão perpétua

09 de maio de 2006 10h05 atualizado às 10h31

Armin Meiwes ouve a sentença de prisão perpétua pelo assassinato de Bernd Juergen Brandes. Foto: Reuters

Armin Meiwes ouve a sentença de prisão perpétua pelo assassinato de Bernd Juergen Brandes
Foto: Reuters

O técnico de informática Armin Weiwes, mais conhecido como o "canibal de Rotemburgo", foi condenado nesta terça-feira à prisão perpétua por uma corte de Frankfurt pelo assassinato do engenheiro Bernd Juergen Brandes, a quem esquartejou e devorou por impulsos sexuais.

Meiwes, de 44 anos, declarou ante os juízes que Brandes, de 43 anos, pediu a ele, em último desejo antes de morrer, que devorasse suas partes íntimas. O crime foi cometido na madrugada do dia 10 de março de 2001 na casa de Meiwes, em Rotemburgo (centro).

Este foi o segundo julgamento do "canibal de Rotemburgo", que já havia sido condenado em janeiro de 2004 a oito anos e meio de prisão por homicídio a pedido da vítima, mas o promotor recorreu da sentença por considerá-la branda demais.

A Suprema Corte Federal de Justiça da Alemanha acatou a argumentação do promotor e ordenou, em 2005, um novo julgamento, por entender que o primeiro, na Corte de Kassel, não havia levado em conta vários indícios agravantes do caso.

No processo de 2004, a defesa apoiou suas alegações no fato de que o consentimento da vítima impede uma condenação por assassinato, mas admite o homicídio.

Trata-se de um caso sem precedentes que suscitou diversas questões jurídicas devido ao suposto consentimento da vítima e que revelou ante a corte um mundo de fantasmas e aberrações na internet.

Armin Meiwes colocou um pequeno anúncio na internet com o pseudônimo de "Franky" procurando uma pessoa que quisesse ser morta e devorada. Em sua resposta, o "candidato" Bernd Brandes manifestou disposição a ser castrado, mutilado e comido.

Na noite de 9 para 10 de março de 2001, Meiwes seccionou o pênis de sua vítima, o cozinhou e ambos o comeram juntos, gravando a macabra cena com uma câmera de vídeo.

Meiwes declarou ante a corte de Kassel, no primeiro julgamento que enfrentou em 2003, que não havia gostado muito do membro assado, apesar de tê-lo condimentado adequadamente, e que ambos haviam achado a carne muito difícil de se mastigar.

O "canibal" matou sua vítima, já quase entorpecida e agonizante, sob o efeito de álcool e medicamentos, desferindo-lhe uma facada no pescoço.

Depois estripou o cadáver, o esquartejou e congelou suas partes em pedaços que foi comendo posteriormente durante vários dias.

Todas as cenas foram gravadas em um vídeo, sem fins comerciais, segundo Meiwes, para imortalizar o que ele considera como um triunfo pessoal e para seu próprio estímulo sexual.

Depois de ter enterrado os ossos, a pele e os órgãos de Brandes no jardim, Meiwes consumiu cerca de 20 quilos da carne de sua vítima, assando-a e temperando-a com salsa, pimenta e batatas.

Este homem, a quem todos os vizinhos descrevem como cordial e atento, de conversa tranqüila e que brinca com as crianças, diz hoje ante os juizes ter saciado sua fome de carne humana e que se arrepende de seus atos.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.