Médica chinesa usa máscara em ala destinada aos contaminados pela doença
Foto: Reuters
O vice-diretor de Saúde Leung Pak-yin disse a um programa de rádio que baratas podem ter carregado lixo contaminado de canos de esgoto para os apartamentos de outro enorme complexo de condomínios, o Amoy Gardens, onde apareceram mais de 25% dos 883 casos de Sars em Hong Kong. Funcionários do setor de saúde confirmaram que um homem contaminado com problemas nos rins visitou um parente em um dos blocos do Amoy Gardens antes da disseminação do vírus no condomínio. "O escoamento pode ser o motivo. É possível que baratas tenham carregado o vírus para as casas", disse Leung.
Médicos acreditam que a transmissão do vírus ocorra por gotículas de espirro ou tosse, ou por contato direto. Caso seja confirmada a transmissão através de baratas será muito mais difícil controlar a doença. Hong Kong, território de quase sete milhões de habitantes, tem o segundo maior número de casos no mundo depois da China, onde a doença surgiu.
Condomínios contaminados
A doença espalhou-se em muitos condomínios de Tuen Mun, disse o legislador local Chan Wan-sang. A região tem meio milhão de habitantes. "Os casos são de 14 condomínios diferentes, mas acreditamos que o número total de pessoas infectadas passe muito dos 14", disse.
Alguns dos contaminados são funcionários de hospitais e pelo menos um deles contraiu a doença durante férias recentes em Pequim, disse. Cerca de metade dos 278 contaminados no Amoy Gardens moram no mesmo bloco. Os moradores do bloco foram levados para campos de isolamento.
Um porta-voz do governo disse que eles poderão voltar para casa a partir de quinta-feira, após exames médicos e limpeza dos canos de esgoto no condomínio. O vírus matou mais de cem pessoas e contaminou mais de 2,6 mil em 20 países.
A epidemia está prejudicando a economia de Hong Kong. Muitas viagens foram canceladas e os moradores estão se afastando de restaurantes e shoppings. Os sintomas da Sars incluem febre alta, calafrios e dificuldades respiratórias. A doença mata em quatro por cento dos casos.

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