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Em discurso na cidade de Santa Cruz de La Sierra, ele pediu união ao povo boliviano para enfrentar a questão e disse que as "regalias" no país não podem continuar.
Morales se referia às empresas estrangeiras exploradoras de petróleo e gás natural existentes no país. Ontem, ele anunciou que as jazidas de petróleo e de gás, que estavam nas mãos de 26 companhias estrangeiras, serão administradas pela companhia pública nacional, a YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos).
"Mudamos essa lei para que não haja regalias (...) e para que a Bolívia tenha mais dinheiro para atender às demandas na educação", disse. A Bolívia detém a segunda maior reserva de gás da América Latina, atrás apenas da Venezuela.
Morales afirmou que lamenta pelo estado não possuir recursos para atender às reivindicações do povo. "Lamentamos que o estado não tenha recursos econômicos para atender a todas as demandas (...) Vamos seguir avançando. esperamos a cooperação internacional", afirmou.
O presidente boliviano voltou a defender também a nacionalização de todos os recursos naturais do país. "A luta pelo território implica na luta pelo recursos nacionais", afirmou. "Se antes a Bolívia não era terra de ninguém agora é terra de alguém", disse Morales, que foi muito aplaudido.
Redação Terra