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Exército boliviano ocupa duas refinarias da Petrobras

01 de maio de 2006 14h33 atualizado em 02 de maio de 2006 às 10h17

Presidente Evo Morales anuncia medida cumprindo promessa eleitoral. Foto: AP

Presidente Evo Morales anuncia medida cumprindo promessa eleitoral
Foto: AP

Duas refinarias da Petrobras foram ocupadas, nesta segunda-feira, por militares e funcionários da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB). A operação começou depois do presidente Evo Morales anunciar a nacionalização do setor de hidrocarbonetos, que corresponde ao petróleo e ao gás.

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Exército boliviano ocupa duas refinarias da Petrobras (A) O governo boliviano não encampou somente a Petrobras. Toda a indústria petrolífera boliviana, incluindo 53 campos produtores, dutos e refinarias também estão sendo tomados pelo exército. Pelo menos 54 postos de gasolina particulares de empresários bolivianos já foram ocupados.

A operação foi confirmada pelo vice-presidente da Bolívia, Alvaro García Linera, durante um discurso por ocasião do Dia do Trabalho ocorrido na principal praça de La Paz. A medida também cerca de 20 empresas multinacionais, entre elas a Repsol (Espanha), a British Gas e British Petroleum (Grã-Bretanha) e a Total (França).

"Nestes minutos, na cidade de Cochabamba e em Santa Cruz, (duas refinarias da Petrobras) estão sendo ocupadas e controladas pelas Forças Armadas e pela YPFB. Hoje as refinarias são de propriedade majoritária dos bolivianos", disse García Linera.

"Nacionalizamos os recursos naturais de hidrocarbonetos do país; o Estado recupera a propriedade, a posse e o controle total e absoluto destes recursos", disse o presidente indígena ao ler o decreto de nacionalização para um grupo de trabalhadores.

A nacionalização dos hidrocarbonetos foi a principal promessa eleitoral que permitiu a Morales receber em dezembro passado a presidência da Bolívia, com a maior parte de sua população na pobreza apesar de ter a segunda maior reserva de gás natural na América do Sul, atrás apenas da Venezuela.

"Estamos cumprindo, não somos um governo de promessas. O que prometemos e o que o povo pede nós cumprimos", disse Morales, no poder há 100 dias.

A medida implica que o Estado tome a propriedade dos recursos de hidrocarbonetos e faça sua comercialização, deixando às petrolíferas estrangeiras o papel de meras operadoras.

EFE
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