"Estou muito feliz. Nós conseguimos Justiça finalmente", disse Sodi a repórteres que esperavam o casal do lado de fora do tribunal. "O julgamento mostra que não fizemos nada de mal e que não é nenhum crime se casar com o homem que se ama."
O tribunal ouviu o testemunho do sacerdote muçulmano, que realizou o casamento e rejeitou a acusação de adultério, disse o advogado de defesa Khuda Baksh Leghari a Reuters.
Todo ano, milhares de mulheres paquistanesas se tornam vítimas dos chamados "assassinatos de honra" por casarem sem o consentimento de suas famílias, especialmente em áreas rurais tradicionais do país. Outras acabam presas depois que parentes as acusam de casos de adultério.
Sodi e seu marido foram presos em outubro de 2001 por acusações de adultério e mantidos em celas separadas após o pai dela acusar Abdul de sequestrar sua filha.
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