Militantes franceses criticam reator nuclear e lembram Chernobil

15 de abril de 2006 • 15h28 • atualizado às 18h30
Manifestação antinuclear reuniu ativistas contra a construção de um novo reator Foto: EFE
Manifestação antinuclear reuniu ativistas contra a construção de um novo reator
15 de abril de 2006
Foto: EFE

Milhares de militantes antinucleares de cerca de vinte países se reuniram hoje em Cherburgo, noroeste da França, para dizer "não" ao reator de nova geração EPR e lembrar as vítimas da catástrofe de Chernobil, há quase 20 anos.

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Cerca de 30 mil pessoas, segundo os organizadores, e 12 mil, segundo a Prefeitura, marcharam na chuva pelas ruas em protesto.

Além de abrigar a construção de submarinos nucleares, a cidade fica perto do centro de reprocessamento de combustível nuclear da Hague, mas também da central de Flamanville, onde a construção do EPR (Reator Europeu Pressurizado) deve começar em 2007, com vistas a entrar em serviço em 2012.

Com um cartaz dizendo "20 anos após Chernobil, Stop ao reator nuclear EPR", os manifestantes, alguns com máscaras, iniciaram a marcha em silêncio absoluto, em tributo às vítimas do maior acidente da história mundial da energia nuclear civil, em 26 de abril de 1986, na Ucrânia.

A manifestação e os outros atos do fim de semana foram organizados pelo grupo "Sair do Nuclear", que reúne mais de 700 grupos, e a associação regional "EPR, não obrigado, nem aqui nem em outra parte".

Também foram à reunião dirigentes do partido dos Verdes, duas ex-ministras da Ecologia e o ex-candidato presidencial da Liga Comunista Revolucionária Olivier Besancenot.

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