Promotoria pede pena de morte para Moussaoui

12 de abril de 2006 • 15h16 • atualizado às 17h18
O francês está sendo acusado de cumplicidade nos ataques
O francês está sendo acusado de cumplicidade nos ataques
03 de abril de 2006
AP

Os promotores do processo contra o francês Zacarias Moussaoui terminaram nesta quarta-feira de apresentar seus argumentos em favor da pena de morte para este acusado de cumplicidade com os autores dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.

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Durante quatro dias, os advogados apresentaram seu caso ante o tribunal federal de Alexandria (Virgínia, leste) com imagens, gravações e testemunhos de familiares e vítimas dos ataques que deixaram cerca de 3.000 mortos em Washington e Nova York.

A promotoria encerrou seu caso com a gravação das palavras dos terroristas que seqüestraram o vôo 93, o último a cair. Na fita, um dos quatro terroristas exclama: "Alá é grande!", enquanto uma voz em inglês gritava: "Não, não, não!", apenas alguns segundos antes de o aparelho cair na Pensilvânia.

Os advogados de defesa devem abrir sua argumentação nesta quinta alegando que o acusado é doente mental.

Na véspera, a defesa de Moussaoui pediu à corte que convoque o testemunho do preso britânico Richard Reid, conhecido como 'Shoebomber', para desacreditar o testemunho que colocou seu cliente ante a possibilidade de ser condenado à pena de morte.

Moussaoui - que deseja ser condenado à morte - declarou há duas semanas que se não estivesse na prisão em 11 de setembro de 2001, poderia ter jogado ele mesmo um quinto avião seqüestrado contra a Casa Branca.

Também disse que Reid, que atualmente cumpre prisão perpétua por tentar explodir um vôo transatlântico com explosivos ocultos nos sapatos, deveria ter feito parte de sua equipe.

Na argumentação final há duas semanas, antes que o júri declare que Moussaoui é passível de receber a pena de morte, os advogados tentaram desacreditar o argumento de Moussaoui.

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