Integrantes da Al-Qaeda são presos no Paquistão

07 de março de 2003 • 04h31 • atualizado às 04h31

Nove supostos "destacados membros da Al-Qaeda, um deles muito importante", foram detidos ontem à noite perto da fronteira com o Afeganistão por agentes paquistaneses e norte-americanos. Algumas fontes governamentais em Islamabad sugeriram que o próprio líder da organização terrorista islâmica, o saudita Osama Bin Laden, ou um de seus filhos, podem ter sido detidos nas últimas horas no Paquistão, mas outros responsáveis oficiais desmentiram esta informação.

A fonte disse que "os serviços secretos paquistaneses e americanos desenvolveram uma grande atividade nos dois últimos dias em busca de possíveis membros da Al-Qaeda" no Paquistão. A operação, na qual foram detidos os nove supostos terroristas, aconteceu - segundo a fonte dos serviços de segurança - perto do povoado de Chaghi graças à informação obtida de Khalid Sheikh Mohamed, o suposto organizador dos atentados de 11 de setembro do 2001 nos EUA.

Mohamed foi capturado no sábado passado em Rawalpindi, perto de Islamabad, junto com outro suposto membro de destaque da Al-Qaeda. O ministro da Informação paquistanesa, Sheij Rashid Ahmed, declarou que "não tenho conhecimento desta operação e não posso dizer nada" sobre a detenção destas nove pessoas. O porta-voz da Presidência, general Rashid Qureshi, deu uma resposta bem parecida. Os partidos fundamentalistas islâmicos paquistaneses, entre eles a Yamat e Islami (Assembléia Islâmica), mostraram sua rejeição a estas atuações do governo.

Estas organizações, agrupadas na Aliança de Partidos religiosos, que também convocou diversas mobilizações contra uma possível guerra no Iraque, fizeram um chamado para "lutar contra o agressor", em referência aos Estados Unidos. O governo do Paquistão reiterou seu apoio à "luta global contra o terrorismo" impulsionada por Washington, enquanto os partidos islâmicos se opõem a qualquer colaboração de Islamabad com os Estados Unidos.

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